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Estudo aponta popularização de compras online em cidades com até 20 mil habitantes

Sistema Estadual de Análise de Dados aponta que 67% da população do estado de São Paulo já compraram pela internet neste ano
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Sistema Estadual de Análise de Dados aponta que 67% da população do estado de São Paulo já compraram pela internet neste ano

Sistema Estadual de Análise de Dados aponta que 67% da população do estado de São Paulo já compraram pela internet neste ano

E-commerce em expansão no estado de São Paulo

Comprar pela internet tornou-se um hábito para grande parte da população. Redes sociais e aplicativos estão repletos de propagandas direcionadas, utilizando inteligência artificial e algoritmos para mostrar produtos de interesse aos usuários. De acordo com dados da Fundação Seade, 67% dos paulistas realizaram compras online em 2023, com crescimento significativo em cidades com até 20 mil habitantes.

Desconfiança e adesão: um cenário dividido

Apesar da popularidade, a desconfiança ainda persiste, principalmente em cidades menores, onde alguns consumidores preferem a experiência física de avaliar produtos antes da compra. A pesquisa da Seade indica que, nas cidades menores, a adesão ao e-commerce chega a 75%, demonstrando uma gradual superação dessa desconfiança. Há relatos de consumidores que utilizam a internet apenas para pesquisa, preferindo a compra presencial para avaliar a qualidade dos produtos.

Fatores que impulsionam as vendas online

O pesquisador da Fundação Seade, Ireneu Barreto, destaca a consolidação do e-commerce, impulsionada pela facilidade de comparação de preços entre diferentes plataformas, agilidade na entrega e segurança. O Pix também surge como um fator relevante para o aumento da confiança no comércio eletrônico. A facilidade e o menor custo são apontados por consumidores como vantagens significativas em relação às compras presenciais. Por outro lado, a segurança continua sendo uma preocupação, com consumidores atentos a comentários e reputação de lojas online para evitar golpes. O estudo indica que 33% da população paulista ainda não utiliza o comércio eletrônico, sendo a maioria composta por famílias de baixa renda, pessoas com baixa escolaridade e acima de 60 anos. A expansão do setor depende da redução das desigualdades e da exclusão digital, com uma diferença significativa na adesão entre famílias com renda baixa (35%) e alta (85%). Lojas físicas também buscam se adaptar, oferecendo segurança e rastreio para compras online, aumentando a confiança dos consumidores.

O comércio eletrônico demonstra um crescimento consistente em São Paulo, impulsionado por fatores como praticidade, preços competitivos e opções de pagamento facilitadas. Apesar da persistência da desconfiança em alguns segmentos da população, a tendência é de expansão contínua, conforme as barreiras de acesso digital e desigualdade social forem sendo superadas.

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