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Estudo aponta que 2024 deve terminar como o ano mais quente da história

Novembro foi o 16º mês, em um período de 17, que registrou uma média de temperatura 1,5ºC acima de níveis pré-industriais
Estudo aponta que 2024 deve terminar
Novembro foi o 16º mês, em um período de 17, que registrou uma média de temperatura 1,5ºC acima de níveis pré-industriais

Novembro foi o 16º mês, em um período de 17, que registrou uma média de temperatura 1,5ºC acima de níveis pré-industriais

Uma pesquisa divulgada pelo Centro Europeu Copérnico indica que o ano de 2024 deve ser o mais quente já registrado na história, Estudo aponta que 2024 deve terminar, atingindo o limite de temperatura considerado crítico para o planeta Terra.

Contexto global e regional: Segundo o climatologista e professor Wagner Camarine, embora a temperatura na região de Ribeirão Preto não tenha apresentado variações fora do normal, o cenário global é preocupante. Ele destacou que 16 dos últimos 17 meses tiveram a temperatura média global da superfície do ar superior em 1,5ºC em relação aos níveis pré-industriais, valor considerado limite para evitar consequências graves ao clima.

Consequências do aumento da temperatura: Camarine explicou que o aumento da temperatura significa maior energia na atmosfera, o que intensifica distúrbios meteorológicos como temporais fortes e distribuição irregular das chuvas. Ele ressaltou que o aquecimento global também pode causar nevascas mais intensas, devido ao aumento do vapor d’água na atmosfera, mesmo com o aumento das temperaturas.

Variações climáticas locais e tendências

Na região de Ribeirão Preto, as temperaturas máximas não bateram recordes nos últimos 12 meses, com máximas próximas a 38ºC, abaixo dos picos anteriores de 41ºC e 42ºC. No entanto, as temperaturas mínimas ficaram em média 1º a 1,5ºC acima da média histórica. Para dezembro, a média das temperaturas máximas deve ficar entre 35ºC e 36ºC na região, com uma média global para o oeste paulista entre 29ºC e 30ºC.

Impactos da seca e padrões climáticos: O climatologista atribui a seca prolongada na região a mudanças na circulação atmosférica causadas pelo excesso de energia na atmosfera. Ele mencionou que o fenômeno de El Niño, que normalmente traz mais chuvas, apresentou comportamento atípico com seca na região. A chegada da estação chuvosa teve um atraso em algumas áreas, e em outras, as chuvas ficaram abaixo da média.

Entenda melhor

O aumento da temperatura média global em 1,5ºC em relação aos níveis pré-industriais é um marco importante para o clima do planeta, pois ultrapassar esse limite pode desencadear eventos climáticos extremos e mudanças irreversíveis nos ecossistemas.

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