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Estudo aponta que 50% dos trabalhos não vão existir ou passarão por mudanças até 2030

Advento da tecnologia tem impactado diretamente as profissões; ouça o comentário de Dimas Facioli no CBN Emprego e Oportunidades
Estudo aponta que 50% dos trabalhos
Advento da tecnologia tem impactado diretamente as profissões; ouça o comentário de Dimas Facioli no CBN Emprego e Oportunidades

Advento da tecnologia tem impactado diretamente as profissões; ouça o comentário de Dimas Facioli no CBN Emprego e Oportunidades

A tecnologia está redesenhando o mercado de trabalho e despertando preocupações entre especialistas, empregadores e trabalhadores. Pesquisas citadas em debates recentes apontam que uma parcela significativa das ocupações atuais mudará radicalmente nas próximas décadas — e que as profissões do futuro podem sequer existir hoje.

Automação e transformação das ocupações

Relatórios internacionais indicam que a automação tende a substituir ou transformar muitas funções atualmente desempenhadas por pessoas. Dados amplamente divulgados sugerem que cerca de 65% das crianças que hoje entram na escola irão trabalhar em ocupações que ainda não existem, segundo estimativas vinculadas a organismos internacionais. Outro levantamento apontou que, até 2030, metade dos empregos atuais pode não existir mais na forma como os conhecemos, com tarefas assumidas por robôs ou softwares.

Estudos adicionais projetam que, à medida que processos se automatizam, a produtividade pode crescer — estimativas citadas variam de 0,8% a 1,4% —, mas o impacto sobre o emprego é relevante. No caso do Brasil, pesquisas indicam potencial de automação de cerca de metade das atividades até meados do século, com custos econômicos e efeitos sobre dezenas de milhões de postos de trabalho.

Novas profissões e a necessidade de requalificação

Apesar do avanço da automação, especialistas ressaltam que surgirão novas profissões e formatos de trabalho. Estudos de consultorias e universidades sugerem que grande parte das ocupações de 2030 ainda não foi criada, o que reforça a importância de políticas públicas e estratégias corporativas voltadas à formação contínua e à adaptação de competências.

A computação em nuvem, big data e outras tecnologias ampliam o acesso a informações em tempo real e favorecem métodos de aprendizado mais flexíveis, permitindo que pessoas conciliem trabalho e estudo e se adaptem às novas demandas do mercado.

Modelos de trabalho e impactos nas relações laborais

O ritmo da transformação tem estimulado mudanças também nas formas de contratação e na organização do trabalho. Pesquisas apontam que parcela relevante dos profissionais poderá atuar remotamente mesmo em regimes de trabalho regulares, e modelos como teletrabalho, contratos por prazo determinado e trabalho eventual ganham espaço na discussão sobre modernização das leis trabalhistas.

No Brasil, levantamentos acadêmicos projetam que milhões de vagas serão afetadas pela tecnologia em curto prazo, o que coloca pressão por reformas na legislação, por mecanismos de proteção social e por estratégias empresariais que conciliem automação e manutenção de empregos qualificados.

Preparar a força de trabalho para a transição exige, segundo especialistas entrevistados, investimentos em educação continuada, políticas de requalificação e diálogo entre setor público e privado para que a automação amplie produtividade sem aprofundar desigualdades no mercado de trabalho.

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