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Estudo aponta que 85% das crianças brasileiras precisam de alguma correção nos dentes

Dentista Patrícia Rossi Peixoto fala da incidência destes problemas e da importância do acompanhamento profissional
Estudo aponta que 85% das crianças
Dentista Patrícia Rossi Peixoto fala da incidência destes problemas e da importância do acompanhamento profissional

Dentista Patrícia Rossi Peixoto fala da incidência destes problemas e da importância do acompanhamento profissional

Uma pesquisa da Associação Brasileira de Ortodontia indica que cerca de 85% das crianças entre 6 e 10 anos apresentam algum tipo de problema que pode exigir tratamento ortodôntico. A informação foi confirmada pela dentista Patrícia Rossi Peixoto, que ressalta a necessidade de atenção precoce à saúde bucal infantil.

Alerta: números altos e o que eles significam

Segundo a especialista, os dados refletem uma combinação de fatores genéticos e ambientais que afetam o desenvolvimento da oclusão — o encaixe entre os dentes. “A oclusão é o encaixe da mordida”, explica Patrícia. Quando esse processo não ocorre corretamente, surgem as maloclusões: mordida aberta, mordida cruzada, apinhamentos e dentes tortos, problemas que se manifestam na infância e podem persistir na vida adulta.

Causas e hábitos que influenciam a mordida

A dentista aponta que a variação anatômica da população brasileira — base óssea maior para dentes pequenos ou base pequena para dentes grandes — contribui para altos índices de diastemas e apinhamentos. Além da genética, hábitos como chupar o dedo, uso prolongado de chupeta e sucção não nutritiva (como bater perulitos ou chupar bala) exercem forte influência. “O hábito de sucção do dedo é um dos piores, porque pode persistir até a idade adulta e provocar mordida aberta”, diz Patrícia. A presença de cáries e perda precoce de dentes de leite também pode desencadear alterações oclusais.

Prevenção, campanhas e consequências da falta de tratamento

Para evitar problemas mais complexos no futuro, a especialista recomenda avaliação odontológica desde os primeiros anos de vida. O acompanhamento regular a cada seis meses é recomendado para higiene, profilaxia e detecção precoce de cáries, mas, quando se trata de ortodontia, a indicação é que a criança seja avaliada por um especialista a partir dos seis anos. “Se não houver prevenção, pode haver necessidade de intervenções mais invasivas, como extrações, ou o aparecimento de dores de cabeça, estalos na articulação temporomandibular e até alterações posturais”, alerta a dentista.

Patrícia também cita iniciativas de conscientização, como a campanha Julho Laranja, que visa orientar pais, cuidadores e profissionais sobre a importância da prevenção ortodôntica e do encaminhamento precoce ao especialista. Segundo ela, a prática preventiva atual reduz a necessidade de extrações e tratamentos mais agressivos que eram comuns antigamente.

Para pais e responsáveis, a mensagem é clara: hábitos devem ser observados e interrompidos quando necessário, e a busca por avaliação odontológica especializada desde os primeiros sinais evita complicações futuras e melhora a qualidade de vida das crianças.

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