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Estudo aponta que a CoronaVac é segura e eficaz em crianças a partir de 3 anos

Levantamento foi publicado na renomada revista 'The Lancet'; confira os detalhes com o pesquisador Vitor Engracia Valenti
CoronaVac crianças
Levantamento foi publicado na renomada revista 'The Lancet'; confira os detalhes com o pesquisador Vitor Engracia Valenti

Levantamento foi publicado na renomada revista ‘The Lancet’; confira os detalhes com o pesquisador Vitor Engracia Valenti

Nesta entrevista, conversamos com o pesquisador e professor da Unesp, Dr. Vitor Emílio Graça Valente, sobre a vacinação contra a Covid-19 em crianças.

Segurança e Eficácia da Coronavac em Crianças

Estudos publicados na renomada revista The Lancet demonstram que a vacina Coronavac é segura e eficaz em crianças a partir de três anos. A pesquisa, realizada na China com crianças, mostrou uma forte resposta imunológica em 96% dos participantes. O estudo, nas fases 1 e 2, focou na segurança da vacina e na resposta de anticorpos, com resultados positivos e indicando a necessidade de prosseguir para a fase 3 para consolidar os resultados de eficácia.

Reações Comuns à Vacinação

O Dr. Valente explica que reações como dor no braço, febre leve e fadiga são comuns após a vacinação e indicam uma resposta imunológica positiva. A intensidade das reações pode variar dependendo do tipo de vacina. Para desconfortos, analgésicos comuns podem ser utilizados, sem necessidade de preocupação excessiva.

Vacinação Infantil e Perspectivas Futuras

A Pfizer já está aprovada no Brasil para crianças de 12 a 17 anos. Considerando o ritmo das pesquisas, é possível que a Coronavac esteja disponível para crianças acima de 3 anos ainda em 2021, e a Pfizer para crianças de 12 anos, dependendo da aprovação da fase 3. A vacinação em massa de adultos contribui para a proteção indireta de crianças. Embora exista um risco para crianças não vacinadas, ele é menor com a imunização da população adulta. O pós-covid também é uma preocupação, com estudos indicando maior vulnerabilidade a doenças como diabetes e problemas cardíacos em alguns pacientes. A imunização em massa dos adultos cria uma barreira protetora para as crianças. Apesar dos avanços, a variante Delta exige cautela, pois é mais transmissível e agressiva.

Embora a volta à normalidade total ainda não tenha data prevista, a vacinação em massa e o controle da pandemia são passos essenciais para um futuro mais seguro. A expectativa é que em 2022 seja possível retornar a atividades sem máscaras em lugares fechados com mais tranquilidade.

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