Levantamento foi feito em adolescentes de 12 a 18 anos; confira a análise do professor e pesquisador Vitor Engracia Valenti
Em entrevista recente, o professor e pesquisador da Unesp, Vítor Ingrassa-Evalente, comentou dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, que apontam a eficácia da vacina Pfizer contra internações em adolescentes.
Eficácia da vacina Pfizer em adolescentes
O estudo avaliou adolescentes de 12 a 18 anos, comparando grupos vacinados com um grupo placebo. O foco principal foi analisar a proteção contra a variante Delta, que estava diminuindo a eficácia da vacina. A pesquisa observou uma eficácia próxima de 93% contra sintomas graves e ainda maior contra sintomas leves. A cada 100 adolescentes vacinados, aproximadamente 7 podem desenvolver sintomas graves o suficiente para internação.
Diferenças de eficácia entre vacinas
O professor explicou que a diferença de eficácia entre vacinas como Pfizer, AstraZeneca e Coronavac se deve a diferentes métodos de produção. A Coronavac usa vírus inativado, a AstraZeneca utiliza vetor viral, e a Pfizer emprega RNA mensageiro. Adjuvantes, compostos que estabilizam e reforçam o efeito da vacina, também contribuem para as variações de eficácia. Apesar de conterem substâncias como alumínio (em pequenas doses) e polietilenoglicol, os riscos são menores que os benefícios da vacinação.
Outras vacinas e recomendações
Outras vacinas contra a Covid-19 estão em desenvolvimento. Algumas, como uma que utiliza o mesmo método da Pfizer, não obtiveram sucesso nos testes. Outras, como a Butanvac, estão na fase 3 de testes e podem ser aplicadas em breve. O professor recomenda a vacinação de adolescentes, enfatizando que os benefícios superam os riscos. Reações adversas são raras e facilmente tratáveis, enquanto a proteção contra a Covid-19 é significativamente maior.



