Dimas Facioli comenta a importância de manter potenciais talentos, garantindo benefícios mútuos aos funcionário e empresas
A pesquisa da CBN sobre planos de retenção de talentos revelou dados preocupantes sobre a situação das empresas brasileiras. Apenas 36% das 825 empresas analisadas, distribuídas em 17 segmentos e em todos os estados, possuem planos de retenção para seus colaboradores.
Desigualdade na Aplicação dos Planos
A pesquisa apontou uma grande disparidade na aplicação desses planos. Enquanto 93% dos executivos de alta gerência são contemplados, apenas 28% dos profissionais operacionais e técnicos têm acesso a esses benefícios. Isso ajuda a explicar a alta rotatividade, com 70% dos funcionários deixando a empresa antes de completar dois anos, e 50% saindo no primeiro ano.
Incentivos e Remuneração
A pesquisa também analisou os tipos de incentivos oferecidos. 43% das empresas oferecem incentivos de curto prazo (como PPR, bônus, prêmios e comissões), enquanto 40% oferecem incentivos de longo prazo (bônus por metas como aumento de receita e lucro). No entanto, esses incentivos também são concentrados em cargos de alta gestão. Em relação à remuneração, 27% das empresas alegam pagar salários acima da média de mercado. Das que o fazem, 42% oferecem um aumento de 20% acima da média, 29% um aumento de 15%, e 13% um aumento de 25%. Planos de educação corporativa também foram citados, mas não se mostraram eficazes na retenção de talentos a longo prazo.
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A pesquisa destaca a necessidade urgente de as empresas brasileiras implementarem e aprimorarem suas estratégias de retenção de talentos, especialmente para os cargos operacionais e técnicos. A alta rotatividade impacta diretamente a produtividade e o crescimento das organizações, mostrando a importância de investimentos em planos mais abrangentes e justos.