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Estudo aponta que as pessoas que ganham entre R$ 5 mil e R$ 10 mil são as que mais tomaram empréstimos

No mês de maio as cartas de créditos cedidas a esse público foi de 13%; economista da Serasa, Luiz Rabi, analisa os dados
Empréstimos entre 5 e 10 mil
No mês de maio as cartas de créditos cedidas a esse público foi de 13%; economista da Serasa, Luiz Rabi, analisa os dados

No mês de maio as cartas de créditos cedidas a esse público foi de 13%; economista da Serasa, Luiz Rabi, analisa os dados

O economista Luiz Habi, da Serasa Experian, explica o aumento de 13% na procura por empréstimos por pessoas com renda entre R$ 5 mil e R$ 10 mil em maio. Segundo ele, a inflação persistentemente alta corrói o poder de compra, afetando não só a baixa renda, como também as classes com maior poder aquisitivo.

A Inflação e o Impacto nas Rendas Mais Altas

Inicialmente, o aumento da procura por crédito foi mais acentuado na baixa renda. No entanto, com a inflação se mantendo alta por meses, seus efeitos negativos começaram a atingir também as rendas mais altas. A inflação impacta o orçamento de todos, levando aqueles com rendas maiores a buscarem empréstimos para equilibrar suas contas.

As Consequências da Alta Demanda por Crédito

A alta demanda por crédito, impulsionada pela inflação, tem consequências diretas. O número de brasileiros inadimplentes aumentou em 4 milhões entre outubro de 2022 e abril de 2023, atingindo 66 milhões de pessoas. Essa situação leva a um aumento nas taxas de juros, tornando os empréstimos mais caros e agravando a situação financeira dos consumidores. Além disso, a alta demanda mantém os juros elevados, criando um ciclo vicioso de inflação.

Alternativas aos Empréstimos e um Cenário Complicado

Para quem busca alternativas aos empréstimos, a redução de despesas e o aumento da renda são cruciais. Adiar despesas não essenciais, como viagens e lazer, e buscar fontes adicionais de renda, mesmo que temporárias, são medidas importantes. A renegociação de dívidas também se apresenta como uma opção, com os credores mostrando maior flexibilidade atualmente. O cenário econômico atual exige cautela e planejamento financeiro para enfrentar os desafios impostos pela inflação e pelos altos juros.

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