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Estudo aponta que chuvas não são suficientes para repor água utilizada do Aquífero Guarani

Pesquisador diz que queda nas chuvas e o alta no consumo são principais responsáveis por baixa, mas que ainda há tempo de agir
Aquífero Guarani
Pesquisador diz que queda nas chuvas e o alta no consumo são principais responsáveis por baixa, mas que ainda há tempo de agir

Pesquisador diz que queda nas chuvas e o alta no consumo são principais responsáveis por baixa, mas que ainda há tempo de agir

Um estudo recente da Unesco revelou dados preocupantes sobre a sustentabilidade hídrica na região de Brotas (SP), área onde o abastecimento urbano, a agricultura e o turismo dependem fortemente dos recursos hídricos.

Água do Aquífero Guarani: Um Recurso em Risco

A pesquisa indica que a água da chuva não repõe integralmente a água extraída do Aquífero Guarani, utilizado intensamente em diversas atividades humanas. Em Ribeirão Preto, por exemplo, toda a água consumida provém desse aquífero, levantando preocupações sobre a segurança hídrica futura. Embora seja difícil prever um prazo exato para o esgotamento, observa-se um rebaixamento acelerado do nível da água, indicando a necessidade urgente de ações para um melhor uso e gestão dos recursos.

Isótopos Estáveis: Desvendando a História da Água

O estudo utilizou isótopos estáveis para analisar a composição da água, como uma espécie de “impressão digital”. Essa técnica permite rastrear o ciclo hidrológico, identificando a origem e o tempo de residência da água. Os resultados mostram que a contribuição da água da chuva para a recarga do aquífero é muito menor do que a quantidade de água extraída, agravado pela conversão do uso da terra, redução de chuvas e aumento da temperatura.

Contaminação e o Futuro do Aquífero

Além da questão da recarga, a pesquisa também alerta para o risco de contaminação do aquífero, principalmente por nitratos provenientes de fertilizantes e esgotos. Embora a região de Brotas não apresente contaminação generalizada, alguns problemas pontuais já são observados. Um estudo anterior, realizado em 2014, utilizou isótopos para determinar a idade da água em Bebedouro (SP), estimando cerca de 130 mil anos, indicando condições climáticas passadas mais favoráveis à recarga do aquífero.

A pesquisa destaca a urgência de ações para a conservação do Aquífero Guarani, considerando a crescente demanda por água e os riscos de esgotamento e contaminação. A combinação de técnicas isotópicas e a análise da dinâmica hídrica são essenciais para o desenvolvimento de estratégias efetivas de gestão e preservação desse recurso fundamental.

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