Especialistas alertam que consumo exagerado pode representar problemas no organismo
Um estudo recente divulgado por uma empresa farmacêutica revelou um aumento de quase 30% no consumo de vitaminas e suplementos em apenas um ano. Embora muitas pessoas busquem esses produtos para melhorar a imunidade, o metabolismo e a disposição, é crucial entender que o consumo indiscriminado pode trazer riscos à saúde.
Aumento na procura e os riscos da automedicação
Com a chegada do frio, a procura por vitaminas, especialmente C e D, cresce consideravelmente. A facilidade de acesso a esses suplementos, vendidos livremente em farmácias, contribui para o aumento do consumo, mas também para a automedicação, prática que pode ser prejudicial. Segundo o professor Leonardo Pereira, da USP, o consumo excessivo de vitaminas, sem a orientação médica, pode não trazer os benefícios esperados e, em alguns casos, até causar problemas.
A importância da avaliação médica
O professor Pereira destaca que a suplementação vitamínica só é benéfica em casos de deficiência. A ingestão de vitaminas C e D, zinco e outros nutrientes, além da quantidade necessária para o organismo, não só não apresenta resultados positivos como pode ser prejudicial à saúde. Antes de iniciar qualquer suplementação, a recomendação é buscar orientação médica para realizar exames e verificar se há, de fato, alguma deficiência vitamínica.
Reações adversas e cuidados
Em caso de reações adversas após o consumo de vitaminas ou suplementos, é fundamental procurar um médico imediatamente. Exames clínicos são importantes tanto para diagnosticar possíveis deficiências quanto para avaliar reações a suplementos já consumidos. A automedicação deve ser evitada, e a busca por orientação profissional é a melhor forma de garantir o uso seguro e eficaz de vitaminas e suplementos.


