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Estudo aponta que doses moderadas de magnésio estão diretamente ligadas a redução da demência

Vitor Engrácia Valente, professor e pesquisador da UNESP, comenta sobre os resultados da pesquisa e dos efeitos dessa substância
magnésio e demência
Vitor Engrácia Valente, professor e pesquisador da UNESP, comenta sobre os resultados da pesquisa e dos efeitos dessa substância

Vitor Engrácia Valente, professor e pesquisador da UNESP, comenta sobre os resultados da pesquisa e dos efeitos dessa substância

Um estudo realizado por cientistas da Arábia Saudita revelou uma importante ligação entre o consumo moderado de magnésio e a redução do risco de demência. A pesquisa, que envolveu mais de 6 mil participantes, mostrou que aqueles que ingeriram mais de 500 miligramas de magnésio diariamente apresentaram melhor desempenho cognitivo.

Magnésio e Saúde Cerebral

A pesquisa utilizou imagens cerebrais para avaliar o funcionamento do cérebro dos participantes. Os resultados indicaram que indivíduos com maior consumo de magnésio apresentavam melhor funcionamento nas áreas cerebrais responsáveis pela cognição, raciocínio, lógica e comunicação – regiões frequentemente afetadas pela demência e Alzheimer. Comparados a indivíduos com consumo diário inferior a 200 miligramas, aqueles que consumiam mais de 550 miligramas apresentaram atividade cerebral significativamente melhor nessas áreas.

Fontes de Magnésio e Suplementação

O magnésio pode ser encontrado em diversos alimentos, como feijão preto, chocolate amargo (com pelo menos 70% de cacau), quinoa, amêndoas e castanhas de caju. Entretanto, quem optar por suplementação com cápsulas de magnésio ou multivitaminas deve estar atento. É crucial consultar um médico antes de iniciar qualquer suplementação, especialmente para indivíduos com problemas renais, pois o excesso de magnésio pode sobrecarregar os rins e o fígado.

Riscos da Deficiência de Magnésio

A deficiência de magnésio não se limita ao risco de demência. Ela também está associada a problemas como fadiga, fraqueza muscular (tanto nos músculos esqueléticos quanto nos lisos, presentes em órgãos como intestino, estômago e bexiga), e pode impactar negativamente o metabolismo. Recomenda-se que pessoas acima de 40 anos realizem exames periódicos para verificar os níveis de magnésio e outros íons no organismo.

Em resumo, o estudo destaca a importância do magnésio para a saúde cerebral e cognitiva, reforçando a necessidade de uma dieta equilibrada rica em alimentos fontes desse mineral. A suplementação deve ser feita com cautela e orientação médica.

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