Universidade de Helsinque, na Finlândia, em parceria com a USP Ribeirão, fizeram uma análise do LSD e da psilocina
Um estudo conjunto entre a USP de Ribeirão Preto e a Universidade de Helsinki revelou um potencial promissor para o tratamento da depressão utilizando LSD e psilocina.
Substâncias psicodélicas no combate à depressão
A pesquisa, iniciada em 2021 e publicada recentemente, demonstra que o LSD e a psilocina, substâncias psicodélicas, atuam de maneira similar a alguns antidepressivos, ligando-se a receptores cerebrais. A descoberta mais significativa é a potencial eficácia muito superior, necessitando de uma quantidade mil vezes menor dessas substâncias em comparação aos antidepressivos tradicionais para alcançar o mesmo efeito.
Mecanismo de ação e próximos passos
Os pesquisadores descobriram que essas substâncias se ligam aos mesmos receptores cerebrais que os antidepressivos convencionais, porém com uma eficácia significativamente maior. Embora os resultados sejam animadores, ainda é necessário um longo processo de testes e estudos para garantir a segurança e eficácia do tratamento antes de sua disponibilização ao público. A pesquisa está em andamento e ainda levará anos até que, eventualmente, possa ser considerada uma opção terapêutica.
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Considerações finais
Este estudo representa um avanço significativo na busca por tratamentos mais eficazes para a depressão. A parceria internacional entre a USP e a Universidade de Helsinki reforça a importância da colaboração global em pesquisas científicas. A descoberta da potencial eficácia superior do LSD e da psilocina abre novas perspectivas para o futuro do tratamento da depressão, embora seja crucial aguardar os resultados de pesquisas futuras para confirmar sua segurança e eficácia a longo prazo.


