Ainda de acordo com a pesquisa, quase 11 milhões de pessoas apontam sintomas de dependência em jogos de aposta; entenda mais!
Um estudo inédito no Brasil revelou dados alarmantes sobre a dependência em jogos de azar. Quase 1,5 milhão de brasileiros desenvolveram transtorno de jogo associado a prejuízos pessoais, sociais ou financeiros, enquanto aproximadamente 11 milhões apresentam sintomas de dependência, com maior prevalência entre adolescentes e pessoas de baixa renda.
Metodologia da Pesquisa
A pesquisa, parte do Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (LENAD) de 2023, investigou não apenas o uso de substâncias, mas também transtornos mentais associados, incluindo a dependência em jogos. O estudo utilizou instrumentos já empregados em outros países, permitindo comparações internacionais.
Vulnerabilidade e Fatores de Risco
A pesquisa confirmou a maior vulnerabilidade de adolescentes, reforçando a necessidade de regulamentações que impeçam o acesso de menores a plataformas de apostas online. Entretanto, o dado mais surpreendente foi o impacto das plataformas online, que aumentam em até quatro vezes a chance de desenvolver o transtorno, comparado a jogos tradicionais como loteria ou bicho. A facilidade de acesso e a natureza viciante dessas plataformas digitais se mostraram fatores cruciais.
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Outro fator de risco significativo é a condição socioeconômica. Pessoas de baixa renda são mais propensas a desenvolver o transtorno, devido à maior tendência de tentar recuperar perdas financeiras, criando um ciclo vicioso de dependência.
Recomendações e Conclusões
Para mitigar os impactos negativos da dependência em jogos de azar, o estudo recomenda medidas já adotadas em outros países, como a restrição de publicidade, especialmente direcionada a adolescentes. A proibição de patrocínios de casas de apostas em eventos esportivos e a implementação de tecnologias mais eficazes para bloquear o acesso de menores a plataformas online também são cruciais. A conscientização da sociedade sobre o transtorno de jogo como um problema de saúde mental, que necessita de tratamento especializado, é fundamental para quebrar o ciclo de dependência e seus devastadores efeitos pessoais e sociais. O estudo destaca a urgência de políticas públicas que protejam os indivíduos mais vulneráveis e que garantam o acesso a tratamento adequado.


