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Estudo aponta que mais de 210 mil ribeirão-pretanos estão inadimplentes

Dados são da Acirp referentes ao segundo semestre de 2023; analista de economia, Lucas Ribeiro, analisa o cenário
inadimplentes Ribeirão Preto
Dados são da Acirp referentes ao segundo semestre de 2023; analista de economia, Lucas Ribeiro, analisa o cenário

Dados são da Acirp referentes ao segundo semestre de 2023; analista de economia, Lucas Ribeiro, analisa o cenário

Segundo pesquisa da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (ACIRP), 210.606 pessoas estavam inadimplentes na cidade no segundo semestre de 2023, representando 29% da população. Isso indica um comprometimento significativo da renda familiar, afetando o consumo e a economia local.

Endividamento em Ribeirão Preto: um retrato preocupante

Apesar de uma pequena queda de 0,5% em relação ao primeiro semestre de 2023, os números de inadimplência permanecem altos. 77% das famílias ribeirão-pretanas estão endividadas, e 30% estão inadimplentes. O analista de economia da ACIRP, Lucas Ribeiro, atribui parte dessa situação à alta taxa de juros e ao custo da dívida, fatores que impactam diretamente a capacidade de consumo das famílias.

Perfil do endividado e principais causas

O estudo da ACIRP aponta que o perfil do endividado em Ribeirão Preto é majoritariamente masculino, com idade entre 25 e 49 anos, e ocupações como vendedor, auxiliar administrativo, operador de caixa e cozinheiro. O cartão de crédito é o principal vilão, sendo usado para compras em supermercados, vestuário, eletrodomésticos e até mesmo medicamentos e delivery de alimentos. A alta taxa de juros do crédito rotativo agrava ainda mais a situação, criando um ciclo vicioso de endividamento.

Perspectivas e recomendações

Programas governamentais como o Desenrola Brasil e a expectativa de queda da inflação trazem um certo otimismo. No entanto, a ACIRP recomenda cautela e planejamento financeiro para as famílias. Anotação de gastos, priorização de necessidades e controle do consumo são medidas essenciais para melhorar a saúde financeira e evitar o endividamento. A mudança anunciada nos juros rotativos do cartão de crédito também pode trazer alívio para famílias de baixa renda, mas a conscientização e o planejamento continuam sendo fundamentais para um futuro financeiro mais estável.

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