Médico cardiologista, Fernando Nobre, fala sobre as consequências desse estresse e como lidar, a fim de evitar danos a saúde
Estresse Social e Doenças Cardiovasculares em População Negra
Estudos demonstram uma forte correlação entre estresse psicossocial e o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Na população negra, essa relação se apresenta ainda mais preocupante, com taxas desproporcionalmente altas de doenças cardíacas em comparação com outros grupos. Diversos fatores contribuem para essa disparidade, incluindo a exposição a situações de repressão, intolerância e menor acesso a recursos essenciais.
Fatores de Risco e Mecanismos de Enfrentamento
O estresse crônico, associado ao abuso de substâncias, resistência à insulina, e outros fatores de risco, aumenta significativamente a probabilidade de desenvolver doenças como hipertensão, diabetes e infarto. Entretanto, existem mecanismos para lidar com o estresse. A meditação transcendental, por exemplo, tem demonstrado resultados positivos na redução de fatores de risco cardiovascular, melhorando a saúde física e mental.
Prevenção e Intervenções
A prevenção secundária, focada em pacientes que já sofreram eventos cardíacos, também se beneficia da redução do estresse. Estudos, como o capitaneado por Robert Schneider, comprovam que a diminuição do estresse contínuo reduz a mortalidade. Intervenções mente-corpo demonstram eficácia na redução do risco de mortalidade e infarto em pacientes com histórico de doença coronariana. Mudanças de estilo de vida, aliadas a uma vida mais saudável e consciente, são cruciais para a prevenção e o tratamento de doenças cardiovasculares.
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Portanto, a conscientização sobre os efeitos do estresse psicossocial na saúde cardiovascular, principalmente na população negra, é fundamental. A adoção de práticas de redução de estresse, aliada a um estilo de vida saudável, se mostra como uma ferramenta eficaz na prevenção e no manejo de doenças cardíacas, reforçando a importância do autocuidado e da busca por bem-estar.