Estudos, que levaram 13 anos, mostram que a cafeína tem a capacidade de proteger neurônios contra diversos tipos de danos
Um novo estudo publicado na revista científica Neurology revelou que o consumo regular de café pode proteger o cérebro contra o Parkinson. A pesquisa, que analisou dados de 185 mil indivíduos de seis países europeus ao longo de 13 anos, indica que a cafeína possui propriedades neuroprotetoras.
Resultados Promissores
Os pesquisadores utilizaram questionários detalhados para avaliar o consumo de café dos participantes, além de outros fatores de estilo de vida. Análises de bioamostras também foram realizadas para medir os níveis de metabólitos da cafeína no sangue. Os resultados mostraram que aqueles que relataram maior consumo de café apresentaram um risco quase 40% menor de desenvolver a doença em comparação com quem não bebia café.
Metodologia e Considerações
Embora seja um estudo observacional e não comprove causalidade definitiva, os dados fornecem evidências robustas da associação entre o consumo de café e um menor risco de Parkinson. A pesquisa considerou diversos fatores, como tabagismo, consumo de álcool, nível de escolaridade e atividade física, buscando isolar a influência do café.
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Apesar dos resultados animadores, é importante ressaltar que o estudo não recomenda o consumo excessivo de café. A moderação continua sendo essencial para uma vida saudável. A pesquisa reforça a importância de hábitos saudáveis na prevenção de doenças neurodegenerativas, e o café, consumido com moderação, pode ser um aliado nessa jornada.



