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Estudo aponta que o chocolate pode oferecer benefícios à pacientes idosos com câncer

Efeito seria ainda mais intenso com maior concentração de cacau; geriatra e pesquisadora, Nereida Lima, explica o levantamento
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Efeito seria ainda mais intenso com maior concentração de cacau; geriatra e pesquisadora, Nereida Lima, explica o levantamento

Efeito seria ainda mais intenso com maior concentração de cacau; geriatra e pesquisadora, Nereida Lima, explica o levantamento

Um estudo realizado pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP revelou os benefícios do consumo de chocolate para pacientes idosos com câncer sem possibilidade de cura. A pesquisa, publicada em revista científica, analisou o impacto do chocolate com alto teor de cacau (55%) em 46 pacientes durante quatro semanas.

Melhora no estado nutricional e na qualidade de vida

Os resultados mostraram melhora significativa no estado nutricional dos pacientes que consumiram chocolate 55%, com redução de sintomas como fadiga, náuseas e estresse oxidativo. Houve também melhora na disposição e na qualidade de vida, tanto na funcionalidade quanto no aspecto social. Um grupo que consumiu chocolate branco apresentou, inesperadamente, redução da inflamação, efeito que requer estudos mais aprofundados.

Descobertas surpreendentes e próximos passos

A pesquisa surpreendeu ao constatar benefícios também no consumo de chocolate branco, que, apesar de não conter polifenóis, demonstrou efeito anti-inflamatório. Os próximos passos incluem estudos de laboratório para entender melhor os mecanismos de ação do chocolate branco. A pesquisa principal, contudo, já foi concluída, e os pesquisadores seguem buscando terapias para auxiliar pacientes com câncer em cuidados paliativos.

Chocolate como terapia complementar

A desnutrição, comum em pacientes com câncer, foi significativamente reduzida no grupo que consumiu chocolate 55%. A pesquisa destaca o chocolate como uma terapia complementar, aliviando sintomas e melhorando a qualidade de vida, sem deixar de ressaltar a importância da avaliação individualizada das necessidades de cada paciente. A recomendação é de consumo moderado, cerca de 25 a 30 gramas diárias, que trazem benefícios comprovados em diversos estudos, sem riscos significativos de efeitos colaterais.

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