No estado de São Paulo apenas 8,45% dos moradores estão imunizados com as duas doses da vacina
Apesar dos cuidados, a família de Simone Demião, analista de recursos humanos, foi atingida pela Covid-19. Ela, o marido e a filha foram diagnosticados com a doença e, embora tenham se recuperado, o medo de uma reinfecção permanece, aumentando a ansiedade pela vacinação.
O impacto da Covid-19 na família
Simone descreve a experiência como aterrorizante, principalmente em relação à filha: “Nossa, não, até pânico. Só de imaginar que você vai passar isso de novo… O mais difícil foi minha filha, eu ficava noite toda sentada lá do lado dela, medindo a saturação, vendo se ela estava respirando”. O marido também apresentou quadros preocupantes de falta de ar.
A lentidão da vacinação e seus reflexos
Em São Paulo, milhões tomaram a primeira dose da vacina, mas a imunização completa ainda atinge uma parcela pequena da população. Um estudo de pesquisadores aponta que, para controlar a doença, pelo menos 40% da população deveria estar vacinada. A pesquisadora Beatriz Carniel explica que esse cálculo se baseia no R0, índice de transmissão do vírus, que em abril estava em 1,26% no estado de São Paulo. Para reduzir esse índice para menos de 1, a vacinação precisa ser acelerada.
Leia também
A necessidade de acelerar a imunização
Com o vírus circulando ativamente, a baixa cobertura vacinal impede o controle da pandemia. Embora o índice de transmissão tenha melhorado em relação a março (1,34%), a meta de vacinação ainda precisa ser alcançada para conter o avanço da doença. A experiência da família Demião destaca a urgência da imunização em massa para proteger a população.


