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Estudo aponta que quase 50% dos lares brasileiros tem mulheres como chefes de família

Número vem aumentando, mas mulheres ainda enfrentam índice de desemprego maior e salários desiguais em comparação aos homens
Estudo aponta que quase 50%
Número vem aumentando, mas mulheres ainda enfrentam índice de desemprego maior e salários desiguais em comparação aos homens

Número vem aumentando, mas mulheres ainda enfrentam índice de desemprego maior e salários desiguais em comparação aos homens

Na semana em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, um levantamento do Grupo Globo em parceria com o IBGE chama atenção: quase metade dos lares brasileiros é chefiada por mulheres. O dado — cerca de 48% dos domicílios — reflete uma mudança importante nas últimas décadas, embora acompanhe desafios persistentes no mercado de trabalho.

Chefes de família em crescimento e desigualdades persistentes

Segundo os números, a presença feminina à frente das famílias cresceu cerca de 25% em quase 30 anos. Mesmo assim, mulheres continuam a enfrentar taxas de desemprego mais altas e remuneração inferior à dos homens, apontando para uma realidade em que independência econômica anda junto com maior responsabilidade sobre o sustento doméstico.

Reinvenção cotidiana: dupla jornada e educação para a independência

Vini Nóbrega, mãe de Cora, de 5 anos, é um exemplo das múltiplas funções desempenhadas por muitas brasileiras. Fotógrafa, produtora de vídeo, autônoma e responsável pela casa, ela equilibra trabalho e criação da filha. “Eu tento passar para ela o máximo de independência”, diz Vini, que ressalta a necessidade de preparar a menina para uma sociedade ainda marcada pelo machismo. Cora, por sua vez, observa a mãe como referência: “Eu amo minha mãe. É um exemplo para você? É. Eu vou querer ser um pouquinho igual à minha mãe.”

Renda, conquistas e o peso da responsabilidade

Outra história é a de Clé dos Anjos, manicure que transformou atendimento em fonte de renda estável, construiu família e conquistou o apartamento próprio. Mãe e avó, Clé é a principal provedora do lar: “Recentemente conquistei meu apartamento, que veio de muita luta, muito trabalho. Isso é uma conquista muito grande para mim.” Mesmo com a realização, ela reconhece o peso das responsabilidades: “A maior fonte é minha… a responsabilidade de cuidar de tudo, de pagar conta, disso, daquilo, é um pouquinho pesado. Tem hora que dá uns bug na cabeça da gente, mas a gente vai levando.”

Para muitas mulheres entrevistadas, o que se vê é a capacidade de conciliar tarefas e buscar equilíbrio em meio à pressão. A sensação de poder e de dever cumprido acompanha a ampliação do espaço feminino na família e na economia, mesmo quando as demandas permanecem altas.

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