Índice de partículas de poluição suspensas na atmosfera é de duas a três vezes maior do que o recomendado pela OMS
Ribeirão Preto ocupa a 16ª posição no ranking nacional das cidades com pior qualidade do ar, segundo o relatório World Air Quality de 2023, chancelado pela ONU. O estudo analisou 7.800 localidades em 134 países.
Material Particulado 2.5: O Inimigo Invisível
A principal causa da má qualidade do ar em Ribeirão Preto é o material particulado 2.5 (MP2.5), partículas extremamente finas, cerca de 20 vezes menores que um fio de cabelo. Sua dimensão permite que penetrem profundamente no sistema respiratório, atingindo os alvéolos pulmonares e até a corrente sanguínea, transportando substâncias tóxicas para o organismo.
Queimadas: A Origem do Problema
As queimadas são as principais responsáveis pela alta concentração de MP2.5 em Ribeirão Preto. Embora a queima da cana tenha diminuído, o problema persiste devido à queima de florestas, muitas vezes próximas a centros urbanos. A situação agrava-se nos meses secos (junho a setembro), quando o tempo seco facilita a propagação do fogo, resultando em maior emissão de partículas altamente tóxicas.
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Consequências para a Saúde e Prevenção
A inalação do MP2.5 está associada a diversos problemas de saúde, incluindo aumento de internações por problemas respiratórios, hipertensão, problemas cardíacos e até mesmo câncer de pulmão. Estudos demonstram a toxicidade dessas partículas, especialmente as provenientes de queimadas na época seca, que causam danos significativos às células do fígado. Para se proteger, recomenda-se afastar-se de áreas com muita fumaça, usar máscaras em caso de exposição, fechar portas e janelas e, principalmente, conscientizar-se sobre a importância de evitar práticas que geram queimadas, como fogueiras em quintais e bitucas de cigarro jogadas no chão. A responsabilidade cidadã é fundamental para melhorar a qualidade do ar.


