Chance da criança nascer abaixo do peso é duas vezes maior quando há o consumo da Cannabis; ouça o ‘CBN Saúde’
Riscos do consumo de maconha durante a gravidez
Um alerta importante para gestantes: o uso de tabaco e maconha durante a gravidez apresenta riscos significativos para o desenvolvimento fetal. Estudos recentes demonstram um aumento substancial no consumo de cannabis entre gestantes nos Estados Unidos e dados do Brasil, da Fiocruz, indicam que a maconha é a droga ilícita mais consumida no país, com cerca de 8% da população já tendo usado a substância. Em gestantes, a prevalência varia de 2% a 5%, podendo chegar a 30% em áreas mais pobres de grandes centros urbanos.
Impactos no desenvolvimento infantil
Em pesquisas com mais de 47 mil partos, observou-se que o risco de bebês nascerem com baixo peso (menos de 2,5 kg) é o dobro em mães que consumiram maconha durante a gravidez. Além disso, a circunferência craniana dos recém-nascidos dessas mães foi significativamente menor, indicando comprometimento do desenvolvimento. Testes no momento do parto revelam que o uso de maconha é mais frequente do que o relatado nas consultas pré-natais, variando de 35% a 60% em mulheres que não interrompem o consumo durante a gestação. O aumento no uso de cannabis por gestantes coincide com o período da pandemia de Covid-19, tanto nos EUA quanto no Brasil. Muitas mulheres utilizam a cannabis para aliviar sintomas como náuseas, insônia, dores e estresse.
Consequências a longo prazo
Estudos, como o ‘Cérebro Adolescente: Desenvolvimento Cognitivo em Andamento’, sugerem uma associação entre a exposição intrauterina à cannabis e resultados adversos na infância, incluindo baixo peso para a idade gestacional, internações em unidades de terapia intensiva neonatal, nascimentos prematuros, transtornos do espectro autista, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, e sintomas de psicopatologia, como experiências psicóticas, problemas de atenção, sociais e de pensamento. É crucial que as mães que consomem drogas ilícitas, especialmente maconha, estejam cientes desses riscos e entendam que não têm o direito de expor seus filhos a esses efeitos deletérios, que podem perdurar por toda a vida.
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É fundamental que as gestantes busquem apoio e tratamento para interromper o uso de drogas, garantindo a saúde do bebê e o seu próprio bem-estar. A conscientização sobre os perigos do consumo de maconha durante a gravidez é essencial para a saúde pública.