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Estudo associa consumo de carne vermelha e ultraprocessados a maior risco de cinco tipos de câncer

Pesquisa publicada no British Journal of Cancer indica menor risco de tumores entre pessoas com dietas vegetarianas.
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Pesquisa publicada no British Journal of Cancer indica menor risco de tumores entre pessoas com dietas vegetarianas.

Uma pesquisa internacional publicada no British Journal of Cancer analisou dados de cerca de 72 mil pessoas e encontrou associação entre padrões alimentares e o risco de desenvolver diferentes tipos de câncer. O estudo indica que pessoas que seguem dietas vegetarianas podem apresentar menor risco de desenvolver cinco tipos de tumores.

Em entrevista ao Manhã CBN desta sexta-feira (13), o médico oncologista Diocésio Andrade explicou que a alimentação tem relação direta com a saúde e pode estar ligada ao aumento de casos da doença, inclusive entre pacientes mais jovens. Segundo ele, mudanças no padrão alimentar ao longo das últimas décadas ajudam a levantar hipóteses sobre esse cenário.

Pesquisa


O estudo teve base populacional e reuniu dados de quase dois milhões de pessoas que participaram de diferentes pesquisas. Entre os participantes, foram identificados cerca de 80 mil casos de câncer, permitindo aos pesquisadores analisar a relação entre hábitos alimentares e o surgimento da doença.

Os participantes foram divididos em cinco grupos: pessoas que consomem carne vermelha e alimentos ultraprocessados com frequência, indivíduos que consomem apenas aves, aqueles que consomem apenas pescados, vegetarianos que não ingerem carne mas consomem ovos e laticínios e veganos que não consomem produtos de origem animal.

Ao comparar os dados, os pesquisadores identificaram redução no risco de câncer de próstata, intestino, mama, pâncreas e rim entre pessoas que evitam carne vermelha e alimentos ultraprocessados.

Alimentação


Durante a entrevista, o oncologista destacou que o debate sobre alimentação não envolve apenas o consumo de carnes, mas também o processo de produção e conservação dos alimentos consumidos atualmente.

Ele citou como exemplo produtos industrializados com prazos de validade prolongados, que levantam questionamentos sobre os processos utilizados para garantir essa durabilidade.

Segundo o médico, estudos desse tipo não determinam mudanças imediatas no padrão alimentar da população, mas ajudam a levantar hipóteses importantes para pesquisas futuras e para o debate sobre saúde pública.

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