Pesquisadores encontraram ‘afinidades’ entre o coronavírus e células do fígado; professor Vitor Engracia Valenti analisa o tema
A CBN entrevistou o professor e pesquisador da Unesp, Vítor Ingrassa Valente, para discutir a possível relação entre doenças como dengue e Covid-19 e o surgimento de hepatite.
Hepatite e os gatilhos virais
Estudos indicam uma possível ligação entre a dengue, a Covid-19 e casos de hepatite, especialmente em crianças. Pesquisas experimentais mostram afinidade do novo coronavírus com células do fígado, e os efeitos da Covid longa podem durar meses, aumentando a inflamação e o risco de hepatite. A dengue também é apontada como um possível fator contribuinte, com maior incidência em regiões tropicais como o Brasil, aumentando a preocupação com um possível acúmulo de casos.
Tratamento e capacidade do sistema de saúde
O tratamento da hepatite varia de acordo com o caso, necessitando de exames para identificar a causa e o tipo de hepatite. Automedicação é desaconselhada. Apesar da gravidade em alguns casos, com internações e até transplantes de fígado relatados nos EUA, o Brasil possui o SUS e um sistema de saúde com capacidade para atender a demanda, embora haja preocupação com a gravidade da doença em crianças.
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Prevenção e monitoramento
Com a pandemia de Covid-19 ainda em curso e o aumento de casos de dengue, o monitoramento da relação entre essas doenças e a hepatite é crucial. A prevenção, através de medidas de combate à dengue e vacinação contra a Covid-19, se mostra fundamental para minimizar o risco de casos de hepatite.



