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Estudo com diabéticos aponta que menos da metade dos pacientes adere plenamente ao tratamento

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Estudo com diabéticos
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Um estudo recente realizado na região oeste de Ribeirão Preto revelou dados importantes sobre o tratamento do diabetes com medicamentos orais. A pesquisa, conduzida pela Escola de Enfermagem da USP Ribeirão, destaca a adesão ao tratamento e a percepção dos pacientes em relação aos medicamentos.

Adesão ao Tratamento: Um Desafio

A pesquisa apurou que apenas 25% dos participantes aderem plenamente ao tratamento medicamentoso para diabetes. Um dado alarmante é que 35% dos pacientes admitem esquecer de tomar a medicação no horário correto. Segundo Plínio Tadeu Estilli, pesquisador da Escola de Enfermagem da USP Ribeirão, o estudo utilizou um instrumento que avalia a crença do paciente na medicação e sua capacidade de lembrar de tomá-la. A dificuldade em seguir o tratamento é mais comum entre aposentados, que representam a maioria dos participantes.

Além da Medicação: Mudança de Hábitos

O estudo também ressalta que o tratamento do diabetes vai além da medicação. A alteração dos hábitos de vida, como a adoção de uma dieta equilibrada e a prática regular de atividade física, é fundamental. No entanto, essa mudança de estilo de vida é um dos maiores desafios para os pacientes, especialmente os mais idosos, que já possuem hábitos enraizados.

Crença no Tratamento e Tempo de Diagnóstico

Outro ponto preocupante é que apenas 55% dos pacientes acreditam que a medicação trará resultados positivos. A pesquisa revelou que pacientes com diagnóstico de diabetes há menos de 5 anos tendem a acreditar mais na eficácia do tratamento, enquanto aqueles com diagnóstico há mais de 10 anos demonstram menor confiança, possivelmente devido à natureza crônica da doença e à percepção de que não haverá cura. As mulheres tendem a ser mais atentas à medicação, pois procuram mais os serviços de saúde e participam mais de pesquisas.

O uso correto da medicação é imprescindível para evitar complicações agudas, como variações extremas nos níveis de glicemia, e crônicas, como problemas renais, circulatórios, cardiovasculares e oftalmológicos. A conscientização e o acompanhamento médico contínuo são essenciais para garantir a adesão ao tratamento e a qualidade de vida dos pacientes com diabetes.

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