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Estudo da Fiocruz aponta que ápice de contaminação da ômicron na região de Ribeirão vai de hoje (28) a 10 de fevereiro

Em janeiro Ribeirão registrou quase duas vezes mais casos do que no ápice da pandemia, mas o número de mortes é 20 vezes menor
ômicron Ribeirão Preto
Em janeiro Ribeirão registrou quase duas vezes mais casos do que no ápice da pandemia, mas o número de mortes é 20 vezes menor

Em janeiro Ribeirão registrou quase duas vezes mais casos do que no ápice da pandemia, mas o número de mortes é 20 vezes menor

A Organização Panamericana da Saúde (OPAS), em conjunto com a Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgou um estudo preocupante sobre a situação da Covid-19 no Brasil. O levantamento aponta um aumento expressivo de casos entre 28 de dezembro de 2023 e 10 de fevereiro de 2024.

Explosão de Casos e a Ômicron

Um estudo da Fiocruz indica que a região de Ribeirão Preto registrará o maior número de transmissões da variante Ômicron durante esse período. Em entrevista, o médico infectologista e supervisor da unidade de emergência do HC, Lucas Agria, alertou que Ribeirão Preto já ultrapassou o número de casos registrados em qualquer outro momento da pandemia, com cerca de 26 mil notificações apenas em janeiro. Apesar do aumento significativo de casos (mais do que o dobro do pior momento da pandemia), o número de óbitos foi 20 vezes menor, demonstrando a eficácia das vacinas.

Transmissibilidade e Período de Incubação da Ômicron

Dr. Agria explicou que a Ômicron apresenta um período de incubação mais curto. A transmissão pode começar um ou dois dias antes do aparecimento dos sintomas, e pessoas em contato podem apresentar sintomas já no dia seguinte. Essa rápida disseminação justifica o grande número de casos. A baixa taxa de letalidade, apesar do alto número de infecções, reforça a importância da vacinação, com quase 90% da população da região tendo recebido pelo menos duas doses.

Vacinação Infantil e Autotestes

A entrevista abordou também a importância da vacinação infantil, desmistificando a ideia de que a vacinação não é essencial para crianças. Dr. Agria destacou os riscos da Covid-19 para crianças, incluindo internações, sequelas como a Covid longa, inflamação sistêmica e miocardite, enfatizando que o risco de miocardite é 60 vezes maior pela doença do que pela vacina. Por fim, comentou-se a liberação da venda de autotestes de Covid-19 pela Anvisa. Embora essa medida possa auxiliar no controle da doença, principalmente para auxiliar empresas no gerenciamento de afastamentos de funcionários, é importante ressaltar que esses testes não substituem a notificação oficial de casos e não devem sobrecarregar ainda mais os serviços de saúde.

A eficácia das vacinas em reduzir a letalidade, mesmo com a alta transmissibilidade da Ômicron, é um ponto crucial. A conscientização sobre a importância da vacinação, tanto para adultos quanto para crianças, continua sendo fundamental para o controle da pandemia. A disponibilidade de autotestes pode auxiliar na gestão de casos, mas não elimina a necessidade de vigilância e cuidados.

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