David Forli Inocente explica sobre como os gestores devem manejar esses profissionais; ouça o ‘CBN Carreiras e Lideranças’
Neste mês de setembro, marcado pela campanha Setembro Amarelo de prevenção ao suicídio, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um dado alarmante: 15% dos trabalhadores sofrem de transtornos mentais. Este número destaca a importância da discussão sobre saúde mental no ambiente de trabalho e o papel crucial das lideranças na promoção do bem-estar dos funcionários.
O impacto da saúde mental nas organizações
A estatística da OMS revela um desafio significativo para as empresas. Em uma equipe de 10 pessoas, é provável que duas delas estejam lidando com algum tipo de transtorno mental. Isso reforça a necessidade de enxergar os colaboradores não apenas como força produtiva, mas como indivíduos que podem estar enfrentando sofrimento. Ignorar essa realidade impacta diretamente a produtividade, o clima organizacional e o sucesso da empresa como um todo.
A origem do Setembro Amarelo e sua importância
A campanha Setembro Amarelo surgiu inspirada na história de Mike, um jovem norte-americano que cometeu suicídio aos 17 anos. A cor amarela foi escolhida em referência ao seu carro e a data, setembro, ao mês em que ocorreu a tragédia. Após sua morte, histórias sobre sua generosidade e ajuda a outras pessoas vieram à tona, desmistificando a ideia de que apenas indivíduos calados e depressivos são propensos ao suicídio. A iniciativa ganhou força com a homenagem feita por familiares e amigos, que espalharam cartões e mensagens de apoio, e tornou-se oficial no Brasil em 2014.
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Ações práticas para as empresas
As empresas têm um papel fundamental na promoção da saúde mental de seus funcionários. É preciso criar um ambiente de trabalho saudável e acolhedor, onde os colaboradores se sintam seguros para falar sobre seus problemas. Algumas ações práticas incluem: estabelecer uma comunicação aberta e transparente sobre o tema; criar canais de suporte, como linhas de atendimento psicológico; rever o clima organizacional, buscando reduzir a pressão e o volume excessivo de trabalho; respeitar as jornadas de trabalho e promover o descanso; e oferecer suporte contínuo, não apenas em setembro. O CVV (188) também é uma ferramenta importante para lembrar e divulgar. Investir na saúde mental dos funcionários não é apenas uma questão ética, mas também estratégica, contribuindo para um ambiente de trabalho mais produtivo e humanizado.
Em suma, a saúde mental no ambiente de trabalho é um tema que exige atenção constante e ações efetivas por parte das empresas e lideranças. Priorizar o bem-estar dos colaboradores é fundamental para construir organizações mais saudáveis e bem-sucedidas.