Testes, se feitos regularmente, poderiam evitar 80% das doenças cardíacas diagnosticadas
Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia, 16 milhões de brasileiros deixaram de realizar exames para diagnosticar doenças cardiovasculares. Uma situação preocupante que merece atenção, uma vez que 80% dos problemas cardíacos poderiam ser evitados com mudanças nos hábitos diários.
Diagnóstico Atrasado: Consequências Devastadoras
O adiamento de consultas médicas, muitas vezes motivado pelo medo da infecção por coronavírus durante a pandemia, teve consequências graves. O relato de Renata Theodoro, secretária que descobriu obstrução arterial após meses de negligência, ilustra os riscos. A demora no diagnóstico resultou em um quadro grave, exigindo o uso de oito medicamentos diários. A experiência de outros pacientes demonstra que a ausência de acompanhamento médico levou a diagnósticos tardios e, em alguns casos, óbitos em domicílio.
A Importância da Prevenção e dos Exames Periódicos
No Estado de São Paulo, houve uma queda de 35% nas consultas cardiológicas em 2020 em comparação com 2019. A médica Milissa Roscani, presidente regional da Socesp, atribui essa redução ao temor da contaminação pelo coronavírus. O cardiologista Yuri Brasil recomenda consultas regulares a partir dos 35 anos, incluindo exames laboratoriais e de imagem como eletrocardiograma e ecocardiograma. A frequência mínima sugerida é anual, podendo ser reduzida conforme avaliação médica.
Mudança de Hábitos e Esperança
A prevenção é fundamental. Cerca de 90% das doenças cardiovasculares, como infarto, AVC e insuficiência cardíaca, são evitáveis por meio de hábitos saudáveis, incluindo atividade física regular, alimentação equilibrada e controle de pressão arterial, glicemia, colesterol e triglicérides. Renata Theodoro, após o diagnóstico, busca uma mudança de vida, adotando hábitos mais saudáveis como academia, caminhadas e alimentação adequada. Seu exemplo serve de inspiração para a importância da prevenção e da busca por um estilo de vida mais saudável.



