Pesquisadores observaram ao menos 13 espécies de mamíferos, como o lobo-guará, além de anfíbios e pássaros raros
A Universidade de Franca (Unifran) realizou um estudo que destaca a importância da preservação de áreas verdes urbanas para a conservação de espécies do Cerrado. A região de Franca, com bioma predominante Cerrado e em transição com a Mata Atlântica, possui uma área verde protegida que serve como corredor ecológico para diversas espécies animais.
Metodologia da Pesquisa
O estudo, realizado em uma unidade de conservação municipal (Jardim Zootânico) com aproximadamente 200 hectares, durou três meses e empregou três métodos: (1) análise de pegadas em parcelas de areia com iscas atrativas; (2) monitoramento fotográfico com câmeras instaladas estrategicamente; e (3) busca por vestígios e sinais dos animais em toda a área. Estudantes da Unifran coletaram os dados, com a colaboração de pesquisadores da universidade e funcionários do Jardim Zootânico.
Resultados e Implicações
A pesquisa revelou uma grande riqueza de espécies de mamíferos no Jardim Zootânico, maior do que em outras áreas de Cerrado e Mata Atlântica estudadas. Foram identificadas três espécies de mamíferos selvagens de médio e grande porte (tamanduá-mirim, tamanduá-bandeira, cachorro-do-mato, entre outros), além do lobo-guará (espécie ameaçada de extinção). A presença de animais domésticos (cães, gatos e cavalos) também foi observada, indicando possível degradação ambiental. A pesquisa ressalta a importância da conservação dessas áreas verdes como refúgio e corredor ecológico para a fauna, contribuindo para os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU.
Este estudo demonstra a rica biodiversidade presente em áreas verdes urbanas, mesmo em pequenas extensões. A preservação dessas áreas é crucial para a conservação de espécies ameaçadas e para o equilíbrio ecológico, reforçando a necessidade de políticas públicas que garantam a proteção desses importantes habitats.



