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Estudo da USP aponta que a desigualdade de desempenho escolar entre negros e não negros não tem diminuído

Levantamento compara o período entre 2007 e 2017; em regiões de mais desigualdade a diferença é ainda maior
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Levantamento compara o período entre 2007 e 2017; em regiões de mais desigualdade a diferença é ainda maior

Levantamento compara o período entre 2007 e 2017; em regiões de mais desigualdade a diferença é ainda maior

Um estudo da USP revela alta desigualdade racial na educação pública paulista. A pesquisa, realizada com apoio do programa USP Municípios, mostra que muitas cidades não seguiram as diretrizes do Plano Nacional de Educação para reduzir essas disparidades.

Desigualdade persistente no desempenho escolar

O professor Dr. Luciano Nakabashi, da Faculdade de Economia e Administração da USP, explica que a desigualdade de desempenho entre alunos negros e não negros persiste em diferentes níveis de ensino (fundamental e médio) e regiões do estado. A análise, comparando dados de 2007 e 2017, indica que em municípios com maior desigualdade, essa diferença aumentou no período. Ribeirão Preto, por exemplo, apresenta resultados variados dependendo da série e ano letivo, mas a desigualdade entre alunos negros e não negros permanece.

Taxas de reprovação e abandono

Alunos negros apresentaram taxa de reprovação duas vezes maior que a dos alunos brancos no terceiro ano do ensino médio. Esse cenário está intrinsecamente ligado ao desempenho acadêmico, acesso precário ao sistema de ensino, menor apoio familiar e contextos socioeconômicos desfavoráveis. O professor destaca a correlação entre baixo desempenho, reprovação e abandono escolar, afetando principalmente alunos negros de famílias mais pobres.

Desigualdade no ensino superior e políticas públicas

A desigualdade também se reflete no acesso ao ensino superior. Embora políticas de cotas tenham aumentado o ingresso de alunos negros em universidades públicas, como a USP, o acesso ainda é limitado àqueles com melhor desempenho no ensino básico. O professor defende políticas públicas de longo prazo que melhorem a qualidade do ensino fundamental e médio, promovam o apoio familiar e contemplem as realidades socioeconômicas dos alunos, indo além de medidas paliativas como as cotas. O acesso aos dados completos da pesquisa está disponível no site dos municípios e no site do CPEC (Centro de Pesquisa em Economia Regional).

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