Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Lis Canello
Um estudo recente da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto revelou uma possível ligação entre o baixo peso ao nascer e o desenvolvimento de depressão e dificuldades comportamentais em crianças. A pesquisa, que acompanhou o desenvolvimento de crianças desde 1994, traz à tona a importância do acompanhamento infantil e da atenção aos sinais de alerta.
O Estudo e a Amostra Avaliada
A pesquisa avaliou 665 crianças com idades entre 10 e 11 anos, participantes de um estudo de coorte iniciado em 1994. O objetivo principal era investigar o impacto do peso ao nascer no desenvolvimento físico, afetivo, cognitivo e psicológico desses indivíduos. A coleta de dados incluiu a autoavaliação das crianças sobre sintomas de depressão, bem como a avaliação de suas mães em relação a aspectos comportamentais.
Resultados Surpreendentes
Um dos achados mais notáveis foi a alta taxa de crianças com baixo peso ao nascer que apresentaram indicadores de depressão, conforme relatado por elas mesmas. Além disso, as mães dessas crianças também identificaram problemas comportamentais, como hiperatividade, nervosismo e irritabilidade. A convergência entre a percepção das crianças e a avaliação materna reforça a relevância dos resultados.
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Sinais de Alerta e a Importância da Intervenção Precoce
Embora o estudo não tenha fins diagnósticos, ele serve como um alerta para pais e profissionais da saúde. Irritabilidade, dificuldades de atenção e problemas para concluir tarefas podem ser indicativos de sofrimento emocional em crianças. A identificação precoce desses sinais e a busca por ajuda profissional, como terapia e orientação familiar, são cruciais para promover o bem-estar e o desenvolvimento saudável.
Os resultados indicam a necessidade de atenção redobrada ao desenvolvimento infantil, especialmente em crianças que nascem com baixo peso, buscando garantir o suporte necessário para um crescimento saudável em todos os aspectos.



