Substâncias são responsáveis pelo aneurisma da aorta; problema atinge, principalmente, homens acima de 60 anos
Um estudo recente conduzido por Jéssica Michelomba, mestranda da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, revelou informações importantes sobre o aneurisma de aorta abdominal.
O que são enzimas e como afetam a aorta abdominal?
As enzimas, em especial as metaloproteinases 2 e 9, atuam na degradação da parede da aorta abdominal, uma grande artéria que percorre o corpo. Essa degradação contribui para o desenvolvimento de aneurismas, que são dilatações anormais da artéria.
A pesquisa e seus resultados
A pesquisa de Jéssica comparou dois grupos: um com pacientes diagnosticados com aneurisma de aorta abdominal e outro sem a doença. A análise de amostras de sangue e tecido da aorta mostrou níveis elevados das enzimas metaloproteinases 2 e 9 nos pacientes com aneurisma, sugerindo uma forte relação entre essas enzimas e o desenvolvimento da doença. O estudo durou cerca de dois anos e faz parte de um projeto maior da USP, com duração de três a quatro anos.
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Diagnóstico e impacto do aneurisma
Um ponto crucial é que o aneurisma de aorta abdominal é frequentemente assintomático, dificultando o diagnóstico. Métodos como ultrassom e outros exames de imagem são importantes para a detecção. A pesquisa de Jéssica contribui para um melhor entendimento da doença, o que pode levar a diagnósticos mais precoces e tratamentos mais eficazes.
O estudo de Jéssica Michelomba, premiado pela American Heart Association, destaca a importância da pesquisa contínua para entender e tratar o aneurisma de aorta abdominal. A persistência na busca por conhecimento científico é fundamental para melhorar a qualidade de vida da população. Seu trabalho demonstra a dedicação de jovens pesquisadores brasileiros e a necessidade de maior investimento na área.



