Quem traz os detalhes sobre o levantamento é a professora da USP Larissa Cunha
Pesquisadores da USP investigam os danos causados pela Covid-19 e o papel do sistema imunológico na gravidade da doença.
Dificuldade do organismo em eliminar células mortas
Estudos apontam que a dificuldade do organismo em identificar e eliminar células mortas durante a infecção pelo Sars-CoV-2 pode levar a uma maior inflamação e danos teciduais. Macrófagos, células responsáveis pela limpeza do organismo, ao engolfarem células infectadas, produzem mais citocinas inflamatórias, comprometendo sua capacidade de limpar outras células.
A pesquisa e seus resultados
A pesquisa, coordenada pela professora Larissa Cunha da USP de Ribeirão Preto, combina estudos laboratoriais com análises de amostras de pacientes internados com Covid-19. Os resultados preliminares indicam uma associação entre a disfunção dessas células de limpeza e a gravidade da doença, observando-se danos em órgãos como fígado e rins, além dos pulmões. A pesquisa busca determinar se esses danos são causados diretamente pela infecção viral ou pela resposta imune desregulada.
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Implicações e próximos passos
A incapacidade das células imunes de limpar adequadamente os danos teciduais pode resultar em lesões que não se repararam de forma eficiente. Embora os pacientes analisados tenham recebido tratamentos semelhantes (corticoides e heparina), não foi observada associação entre a medicação e a disfunção imunológica. A pesquisa prossegue buscando entender melhor a complexa interação entre o vírus, a resposta imune e os danos observados em pacientes com Covid-19.



