Segundo a pesquisa, cada mulher deve ser avaliada de forma individual, e não mais pelo padrão estipulado pelo ‘partograma’
Cada parto é único, com tempos de duração variáveis. Para entender esses diferentes tempos, pesquisadores do Departamento de Medicina Social da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP) investigaram a validade do padrão de dilatação de 1cm por hora, utilizado desde a década de 1960.
Desmistificando o Padrão de Dilatação
O estudo, realizado pela mestre em saúde pública Lívia Oliveira Ceabat, revelou que o padrão de 1cm de dilatação por hora é irreal para a maioria das mulheres. Essa referência, criada a partir de uma amostra de 100 mulheres na década de 1950, não considera a individualidade de cada organismo.
Um Estudo em Grande Escala
A pesquisa analisou cerca de 10 mil mulheres na Nigéria e Uganda, focando em mulheres com até 6cm de dilatação ao chegarem ao hospital. A escolha pela África permitiu analisar o parto em condições diversas e, principalmente, precárias. A pesquisa durou três anos e observou o impacto da velocidade de dilatação no risco para mãe e bebê.
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Novas Recomendações para a OMS
Os resultados apontaram que o tempo de parto varia significativamente e que esperar o tempo necessário não aumenta o risco para a mãe ou o bebê. Essa evidência levou a mudanças nas recomendações do manual da Organização Mundial da Saúde (OMS). Os pesquisadores esperam que o estudo contribua para a redução da mortalidade materna relacionada ao parto.


