Mesmo com o avanço das plantações de cana-de-açúcar, várias espécies conseguem sobreviver, segundo Unesp de Rio Claro
Apesar do avanço da agricultura e da cana-de-açúcar em São Paulo, um estudo recente da Unesp de Rio Claro revela resultados surpreendentes sobre a fauna local.
Mapeamento da Biodiversidade Paulista
Pesquisadores realizaram um mapeamento da biodiversidade de mamíferos terrestres em todo o estado, focando em 31 espécies previamente registradas. Utilizando fotografias, rastros e até animais mortos, o estudo registrou 29 das 31 espécies, indicando que a extinção local de mamíferos terrestres foi menos significativa do que se esperava. Entre as espécies encontradas estão animais como o gambá e a onça-pintada. Apenas a ariranha e o tatu-canastra não foram identificados durante o monitoramento.
Resultados e Localizações
As pesquisas revelaram a presença das espécies em diversas regiões do estado. Em Ribeirão Preto, animais foram encontrados em Santa Rosa de Viterbo. Na região central, avistamentos ocorreram em Rio Claro, Tietê, Porto Ferreira e Pirassununga. A pesquisa, que contou com a colaboração de universidades da Inglaterra e Dinamarca, demonstra uma capacidade de adaptação dos animais, que buscam refúgio em áreas menores, mesmo com o desmatamento. O estudo, que já está na segunda fase, expandirá o mapeamento para municípios como Cravinhos, Serra Azul, Serrana, Cajuru e Altinópolis.
Corredores Ecológicos e Preservação
A importância da criação de corredores ecológicos foi destacada pelos pesquisadores. A conexão entre fragmentos florestais permite a movimentação dos animais, evitando a endogamia e garantindo a diversidade genética. A preservação de áreas nativas próximas a nascentes, rios e morros é crucial para a sobrevivência da fauna. A primeira fase deste estudo, que teve repercussão internacional, será publicada em veículos internacionais, e os pesquisadores disponibilizaram o e-mail [email protected] para quem quiser mais informações ou colaborar com a pesquisa.



