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Estudo diz que ingestão de sal maior que o recomendado pela OMS não causou aumento nos problemas de saúde

Ouça a coluna 'CBN Saúde', com Fernando Nobre
ingestão de sal
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Um estudo recente tem gerado debates ao sugerir que o consumo de sal acima das recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) não estaria associado ao aumento de problemas de saúde ou mortalidade. No entanto, é crucial analisar essa pesquisa com cautela, considerando as nuances e o contexto em que foi realizada.

O Estudo em Detalhe

O estudo acompanhou, durante 10 anos, mais de 2.600 pessoas entre 71 e 80 anos, divididas em grupos com diferentes níveis de ingestão de sal. Um grupo consumiu cerca de uma colher de chá de sal por dia, enquanto outro ingeriu 50% a mais. Os resultados indicaram que o grupo com maior consumo de sal não apresentou maiores taxas de mortalidade ou doenças circulatórias.

Consumo de Sal no Brasil e Seus Impactos

É importante lembrar que a recomendação da OMS é de no máximo 5 gramas de sal por dia para adultos, o equivalente a uma colher de chá. No Brasil, o consumo médio é mais que o dobro dessa quantidade, chegando a cerca de 12 gramas diárias. A hipertensão, doença vascular que mais mata no mundo, tem sido associada ao consumo excessivo de sal em diversas pesquisas. Além disso, outras complicações, como certos tipos de câncer e esclerose múltipla, também podem estar relacionadas ao consumo elevado de sal.

Lições do Passado e Interpretações Cautelosas

Experiências bem-sucedidas, como a da Finlândia, que reduziu significativamente o consumo de sal na população e obteve melhorias na saúde, e a de Portugal, com a redução de sal no pão, demonstram os benefícios da moderação. É fundamental interpretar os resultados do novo estudo com cautela, considerando que a amostra era composta por idosos, cuja tolerância ao sal pode ser diferente, e que a medição do consumo de sal foi baseada em relatos dos participantes, o que pode gerar imprecisões.

Novas pesquisas são sempre bem-vindas e expandem nosso conhecimento, mas é essencial avaliá-las à luz do conhecimento já consolidado, especialmente em áreas como a medicina.

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