Ouça no ‘Giro do Agro’ com a Andrielly Ferro
Neutralizando emissões de carbono no agronegócio brasileiro até 2030
Um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) indica que o agronegócio brasileiro possui o potencial de neutralizar suas emissões de carbono até 2030. A pesquisa destaca dois processos cruciais para alcançar essa meta: a recuperação de pastagens degradadas e a adoção de sistemas integrados de lavoura, pecuária e floresta (ILPF).
Recuperação de Pastagens e Sistemas Integrados
A recuperação de pastagens degradadas é essencial para evitar o desmatamento e mitigar os impactos ambientais negativos. A degradação dos pastos afeta a capacidade de suporte dessas áreas, gerando prejuízos econômicos para os produtores e danos ao meio ambiente. Já os sistemas ILPF consistem na combinação de diferentes tipos de produção agropecuária em uma mesma área, promovendo a rotatividade do uso do solo entre lavoura e pecuária. Essa integração reduz riscos relacionados ao clima e à variação de preços de mercado.
Inovação e Eficiência na Pecuária
O estudo aponta que o Brasil caminha para uma pecuária mais eficiente e com menores emissões de carbono. A tendência é que os produtores invistam em inovação e eficiência, diminuindo o desgaste das pastagens e gerando um retorno financeiro significativo. A combinação de práticas sustentáveis e tecnologias inovadoras é a chave para a neutralização das emissões de gases de efeito estufa provenientes da produção pecuária e de soja.
Leia também
O agronegócio brasileiro demonstra capacidade de se adaptar e contribuir para um futuro mais sustentável, conciliando produção com preservação ambiental. A implementação das estratégias apresentadas na pesquisa é fundamental para alcançar a neutralidade de carbono e garantir a prosperidade do setor.