Período de transmissão com o paciente assintomático chega a dois dias; virologista Benedito Fonseca traz detalhes da variante
A variante Ômicron do coronavírus tem se mostrado altamente contagiosa, e uma pesquisa do Hospital das Clínicas de São Paulo revelou um aspecto preocupante: sua transmissão começa um ou dois dias antes do aparecimento dos sintomas. Isso explica, em parte, o recente aumento significativo de casos de COVID-19.
Transmissão assintomática da Ômicron
De acordo com o infectologista Benedito Fonseca, do HC e professor da Faculdade de Medicina da USP, estudos demonstram que a Ômicron mantém sua capacidade de transmissão por cerca de cinco dias, com início dois dias antes do surgimento de sintomas. Essa janela de transmissão assintomática dificulta o controle da disseminação do vírus.
Medidas de prevenção e controle
Para conter a alta taxa de contágio, o Dr. Fonseca recomenda isolamento social e o uso contínuo de máscaras assim que qualquer sintoma surgir. Embora a transmissão pré-sintomática seja difícil de prevenir, essas medidas ajudam a reduzir a transmissão secundária – ou seja, a disseminação do vírus de pessoa para pessoa após o caso inicial.
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Novas variantes e o futuro
O infectologista destaca que, diferentemente de variantes anteriores, a Ômicron apresenta mais de 30 mutações na proteína de superfície, tornando-a mais eficaz na ligação e infecção das células humanas. Essa alta transmissibilidade é uma característica preocupante. Além disso, novas variantes, como uma subvariante da Ômicron detectada na Dinamarca, podem surgir com características semelhantes, apresentando alta transmissibilidade, embora possivelmente com menor gravidade da doença. A adaptação a essa nova realidade, com foco na prevenção e monitoramento de novas cepas, é crucial para o manejo da pandemia.



