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Estudo feito em posto de saúde de Jardinópolis indica que 13% dos pacientes estudados são portadores da hanseníase

Doença é causada por uma bactéria e ataca os nervos; pesquisador Fred Bernardes Filho afirma que 'dado é assustador'
hanseníase em Jardinópolis
Doença é causada por uma bactéria e ataca os nervos; pesquisador Fred Bernardes Filho afirma que 'dado é assustador'

Doença é causada por uma bactéria e ataca os nervos; pesquisador Fred Bernardes Filho afirma que ‘dado é assustador’

Um estudo realizado em Jardinópolis, interior de São Paulo, revelou um número alarmante de casos de rancenias, doença neurológica muitas vezes silenciosa. A pesquisa, conduzida por um pesquisador da USP de Ribeirão Preto, utilizou questionários aplicados em postos de saúde, identificando a doença em 13% dos 479 pacientes avaliados, totalizando 64 pessoas que desconheciam o problema.

Diagnóstico Precoce: A Chave para o Tratamento

O médico responsável pelo estudo, Dr. Fred Bernhardes Filho, destaca a importância do diagnóstico precoce. Segundo ele, a rancenias frequentemente se manifesta inicialmente com sintomas neurológicos como formigamento, dormência, câimbras e sensação de agulhadas, muito antes do aparecimento das manchas na pele, sinal tradicionalmente associado à doença. Esse novo foco no diagnóstico precoce é crucial para um tratamento eficaz.

A Rancenias: Uma Doença Esquecida?

O estudo em Jardinópolis levantou dados preocupantes, indicando uma possível subnotificação da doença. Apesar de ser de notificação obrigatória, a falta de expertise entre profissionais de saúde e o desconhecimento da população contribuem para a dificuldade de diagnóstico. Dr. Bernhardes Filho aponta a falta de treinamento sobre a rancenias como um problema grave, inclusive nas universidades, levando a um falso senso de que a doença foi erradicada. A doença, que já teve um controle parcial, está voltando a circular de forma significativa.

Desafios e Soluções

O diagnóstico da rancenias é principalmente clínico, sem um exame laboratorial conclusivo em todos os casos. Isso exige profissionais de saúde treinados para reconhecer os sintomas, mesmo que não sejam especialistas. A pesquisa sugere que a aplicação de questionários semelhantes em outras cidades poderia revelar números igualmente alarmantes, reforçando a necessidade de um programa de treinamento e conscientização sobre a doença para profissionais e população. A experiência de anos com pacientes que buscam diagnóstico em diversas especialidades antes de encontrarem o correto demonstra a urgência em melhorar o diagnóstico e tratamento da rancenias.

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