Na pesquisa, feita em Feira de Santana, foram obtidos 19 sequenciamentos de dois tipos do vírus da doença; confira os detalhes!
A Epidemia de Dengue no Brasil: Sorótipos e Novos Desafios
O Brasil enfrenta surtos frequentes de dengue, doença causada por um vírus com quatro sorotipos (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4). Atualmente, os sorotipos 1 e 2 circulam ativamente no país. A preocupação reside na possibilidade de infecção por todos os quatro sorotipos ao longo da vida, pois cada infecção gera imunidade apenas ao sorotipo específico, deixando o indivíduo suscetível aos demais. Isso pode resultar em formas graves da doença, demandando cuidados médicos intensivos e, em casos extremos, levar ao óbito.
Vigilância Genômica: Monitorando a Evolução do Vírus
A Fiocruz utiliza a vigilância genômica para monitorar as variações genéticas do vírus da dengue. Essa técnica permite identificar mutações que podem tornar o vírus mais agressivo ou capaz de burlar o sistema imunológico, causando reinfecções. Estudos recentes, como o realizado em Feira de Santana (BA), revelaram variações genéticas significativas, especialmente no DENV-1, indicando a emergência de novos genótipos. A alta circulação viral aumenta a probabilidade de mutações, tornando a vigilância genômica crucial para a prevenção e o controle da doença.
Prevenção: Ações Simples para um Impacto Significativo
A prevenção da dengue é fundamental para reduzir a circulação viral e minimizar o risco de mutações. Ações simples, como dedicar sete minutos semanais à eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti (transmissor da dengue), são extremamente eficazes. A inspeção de locais com acúmulo de água parada, como tampinhas de garrafa, recipientes atrás da geladeira e calhas, interrompe o ciclo de vida do mosquito, que se desenvolve e morre em ambientes próximos ao local de nascimento. Essa vigilância doméstica contribui significativamente para a redução de casos e a prevenção de novas epidemias.
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A prevenção da dengue, aliada à vigilância genômica, é essencial para o controle da doença e a redução de sua gravidade. Ações individuais combinadas com o monitoramento da evolução do vírus são fundamentais para a proteção da população.