Sobre os impactos psicológicos da Covid-19 e o isolamento social na vida desses jovens, confira a coluna ‘CBN Comportamento’
A pandemia impactou significativamente a saúde mental de adolescentes, com um aumento alarmante nos casos de transtornos alimentares. Um estudo preliminar realizado em um hospital pediátrico nos Estados Unidos revelou um aumento de três vezes nas internações por anorexia, bulimia e compulsão alimentar em um período de 12 meses (abril de 2020 a março de 2021), comparado aos anos anteriores.
Transtornos Alimentares: Anorexia, Bulimia e Compulsão Alimentar
A anorexia se caracteriza por uma distorção da imagem corporal, fazendo com que a pessoa se veja gorda mesmo estando magra, levando à recusa alimentar e consequente desnutrição, desidratação e quadros infecciosos. A bulimia envolve episódios de orgia alimentar seguidos de vômitos autoinduzidos ou uso de laxantes. Já a compulsão alimentar se manifesta pela incapacidade de controlar o impulso de comer, mesmo sem fome, consumindo alimentos não nutritivos e em grandes quantidades.
Fatores de Risco e Gatilhos
Os transtornos alimentares são multifatoriais, envolvendo aspectos biológicos (genética), psicológicos (desenvolvimento afetivo, traumas) e sociais (ambiente familiar, pressão social, problemas financeiros). A pandemia, com seu isolamento social, agravou esses fatores, atuando como um gatilho para o desenvolvimento ou piora de transtornos alimentares. Problemas de relacionamento, conflitos familiares e a pressão estética exacerbada pelas redes sociais também contribuem para o surgimento desses problemas. É crucial estar atento a mudanças comportamentais, como recusa alimentar, vômitos frequentes ou consumo excessivo de comida.
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A Importância do Tratamento
O aumento significativo de internações por transtornos alimentares demonstra a gravidade da situação e a necessidade de buscar ajuda profissional. O tratamento envolve uma equipe multidisciplinar, incluindo psiquiatra, psicólogo, nutricionista e clínico geral, para abordar as diversas dimensões do problema. A detecção precoce e o tratamento adequado são essenciais para prevenir complicações e garantir a recuperação do paciente. Pais e responsáveis devem ficar atentos aos sinais e buscar ajuda assim que perceberem algo fora do comum.