Quem traz os detalhes desse levantamento é o médico cardiologista Fernando Nobre na coluna ‘CBN Saúde’
Um estudo global, conduzido pelo Dr. Salim Yusuf da McMaster University (Canadá), analisou em mais de 50 países a contribuição de fatores de risco como tabagismo, diabetes, colesterol alto e outros para infartos. Inspirados em John Armstrong e Mother Gray, que defendiam o conhecimento como arma contra doenças, os pesquisadores investigaram o impacto desses fatores para reduzir a incidência de infartos.
Fatores de Risco e Infarto
O estudo revelou que tabagismo e colesterol alto aumentam o risco de infarto em três vezes. Diabetes e pressão alta duplicam esse risco. Um estudo similar em São Paulo encontrou resultados semelhantes, mas com maior impacto do tabagismo e da obesidade: cinco vezes mais chance de infarto para fumantes e quatro vezes mais para obesos.
Impacto Psicossocial
Os estudos foram além, analisando aspectos psicossociais. No Brasil, pessoas casadas e viúvas apresentaram risco 50% maior de infarto que solteiros, divorciados ou desquitados. A explicação aponta para o estresse gerado por depressão (viúvos) e compromissos financeiros e tensão no trabalho (casados). A perda de emprego, em casados, intensifica esse estresse. O estresse crônico, por sua vez, quase triplica o risco de infarto.
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Prevenção e Bem-Estar
Esses estudos demonstram a importância da qualidade de vida e hábitos saudáveis na prevenção de infartos, além de destacar os efeitos negativos do estresse psicossocial. A prevenção e o cuidado com a saúde mental são cruciais para reduzir os riscos de doenças cardíacas.