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Estudo Internacional aponta relação de ondas de calor com o aumento de mortes por doenças

De acordo com as pesquisas, até 6% das mortes podem ter influência desse fator; especialista explica
Estudo Internacional aponta relação de ondas
De acordo com as pesquisas, até 6% das mortes podem ter influência desse fator; especialista explica

De acordo com as pesquisas, até 6% das mortes podem ter influência desse fator; especialista explica

Ondas de calor têm sido associadas ao aumento de mortes por doenças, Estudo Internacional aponta relação de ondas, especialmente entre pessoas com problemas de pressão arterial, cardíacos e renais, que precisam de cuidados redobrados. Em Ribeirão Preto, por exemplo, termômetros registram temperaturas entre 35 e 36 graus Celsius durante a tarde, tornando atividades simples, como caminhar, desconfortáveis e exigindo hidratação constante.

Os efeitos imediatos do calor incluem mal-estar, sensação de indisposição, tontura e queda da pressão arterial. Problemas comuns são insolação e desidratação, que podem agravar condições preexistentes. Um estudo internacional publicado na revista Nature aponta que até 6% das mortes recentes podem estar relacionadas às ondas de calor.

Impactos do calor no organismo: A cardiologista Ellen Coutinho explica que o corpo reage ao calor extremo por meio da sudorese e da dilatação dos vasos sanguíneos na pele, o que pode causar queda da pressão arterial. A baixa umidade do ar favorece a disseminação de vírus e infecções respiratórias. Pacientes com problemas cardíacos podem apresentar arritmias e descompensação do quadro devido ao esforço do organismo para estabilizar a pressão e a frequência cardíaca. A desidratação torna o sangue mais viscoso, aumentando o risco de infarto e AVC. Além disso, pessoas com disfunção renal podem ter piora da doença, como constatado em pacientes com hipertensão que apresentam níveis elevados de creatinina e ureia.

Desafios para trabalhadores expostos ao sol

Profissionais que trabalham ao ar livre, como Manuel Lobo, que atua na limpeza urbana, enfrentam dificuldades para se proteger do calor intenso. Manuel relata o uso frequente de protetor solar e hidratação constante desde o início do dia para minimizar os efeitos do sol.

Limitações do ventilador em altas temperaturas: Embora ventiladores e ar-condicionado sejam recursos comuns para amenizar o calor, estudos indicam que, a partir de 34 a 35 graus Celsius, o ventilador perde eficácia, pois passa a circular ar quente. O meteorologista Bruno Baini esclarece que ventiladores são mais eficientes em ambientes com umidade relativa do ar elevada (50% a 60%), pois ajudam na evaporação do suor. Em temperaturas muito altas e baixa umidade, o ventilador pode ser ineficiente ou até desconfortável, pois movimenta ar na mesma temperatura do corpo.

Condições em ambientes internos: Casas e escritórios podem apresentar variações térmicas que influenciam o conforto. O psicólogo Vinícius de Otaviano relata que, apesar do uso de ar-condicionado em alguns cômodos, o calor persiste em outros ambientes onde apenas ventiladores são usados, causando desconforto e dificuldade de concentração. Por outro lado, há pessoas que preferem evitar ventiladores e ar-condicionado, optando pela ventilação natural, como o engenheiro de comunicações Fábio Forone.

Informações adicionais

Para enfrentar ondas de calor, é fundamental manter a hidratação constante, mesmo sem sentir sede, evitar exposição prolongada ao sol e utilizar recursos adequados de refrigeração conforme as condições ambientais. Pessoas com condições crônicas devem redobrar os cuidados para evitar complicações.

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