Pediatra explica os riscos da automedicação e como quadros agudos de doenças precisam de atenção profissional no ‘Filhos e Cia’
Riscos da Automedicação Infantil
Um estudo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul revelou que mais de 20% das crianças brasileiras entre 0 e 12 anos recebem medicamentos sem prescrição médica ou odontológica para quadros agudos. A pesquisa, realizada entre 2013 e 2014, aponta para a preocupante realidade da automedicação infantil no país, um problema que persiste até os dias atuais, segundo o pediatra Dr. Ivã Violi Ferras.
Efeitos Colaterais e Perigos
O Dr. Ferras destaca os perigos da automedicação, enfatizando os riscos de efeitos colaterais, mesmo que alguns sejam leves. A automedicação, muitas vezes, ignora a dosagem correta e os potenciais efeitos adversos, podendo levar a consequências graves. Como exemplo, ele cita o uso de descongestionantes nasais com nafazolina em crianças pequenas, que pode causar intoxicação grave, levando a internação em unidades de terapia intensiva.
Orientação Médica e Prevenção
O pediatra compreende a angústia dos pais diante de situações como febre ou dor em seus filhos, mas reforça a importância da consulta médica. Mesmo em casos de urgência, a orientação prévia do pediatra sobre como proceder em determinadas situações é fundamental. O estudo indica que a falta de orientação médica é um fator crucial na automedicação infantil. A pesquisa considerava como automedicação qualquer medicação administrada sem a recomendação prévia de um médico.
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A prevenção passa pelo acompanhamento regular com o pediatra, permitindo que os pais recebam orientações adequadas e saibam como agir em diferentes situações. A automedicação, em casos graves, pode inclusive levar a óbito. Priorizar a consulta médica é a melhor forma de garantir a saúde e a segurança das crianças.