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Estudo mostra que 37% dos brasileiros passaram a economizar

Economista afirma que o resultado é reflexo do medo e insegurança. Levantamento foi realizado pela FGV
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Economista afirma que o resultado é reflexo do medo e insegurança. Levantamento foi realizado pela FGV

Economista afirma que o resultado é reflexo do medo e insegurança. Levantamento foi realizado pela FGV

Brasileiros mais cautelosos com o orçamento

Uma pesquisa recente revelou uma mudança significativa no comportamento financeiro dos brasileiros: a crescente preocupação com o orçamento doméstico. A pandemia de Covid-19 impactou fortemente a vida financeira de muitas pessoas, gerando instabilidade econômica e levando à adoção de hábitos mais conservadores.

Aumento da poupança

De acordo com um levantamento do Instituto de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), 37,7% dos brasileiros atualmente guardam parte de seus recursos. Esse dado demonstra uma mudança de comportamento, com muitos aprendendo a poupar em meio às incertezas econômicas. Gabriel Augusto Cunha, por exemplo, relata como superou dificuldades financeiras passadas e atrásra mantém uma reserva de emergência equivalente a nove meses de despesas, enfatizando a importância do planejamento financeiro e do controle de gastos. Ele destaca a vantagem de compras à vista e alerta para os riscos do uso excessivo do cartão de crédito.

Medo e incertezas

A pesquisa da FGV também indica que 73% dos entrevistados pretendem continuar controlando rigorosamente seus orçamentos. Para o economista Diego Souza, esse comportamento reflete o medo e a insegurança em relação ao futuro econômico, especialmente o temor de perder o emprego. A falta de confiança na economia e a incerteza sobre o fim da pandemia contribuem para essa postura mais conservadora. A expectativa é que esse hábito de poupar se consolide, dado o entendimento crescente da sua importância a longo prazo. O fim do auxílio emergencial também contribui para a cautela, impactando principalmente aqueles que dependiam do benefício para complementar a renda familiar. O início do ano, com despesas como IPVA, IPTU e matrículas escolares, exige ainda mais planejamento e controle orçamental. A alta nos preços de alimentos e outros produtos essenciais reforça a necessidade de uma gestão financeira mais consciente.

Em resumo, a combinação de instabilidade econômica, incertezas futuras e o fim de programas de auxílio governamental levaram os brasileiros a adotarem uma postura mais cautelosa em relação às suas finanças. A priorização da poupança e o controle rigoroso de gastos se tornaram medidas essenciais para enfrentar os desafios econômicos do momento.

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