Confira o destaque do ‘Giro do Agro’ desta sexta-feira (31), com Andrielly Ferro
Pecuária de baixo carbono: o número mágico de árvores
Um estudo da Embrapa Pecuária Sudeste, em São Paulo, revelou que são necessárias 52 árvores por vaca em sistemas intensivos de produção de leite para alcançar a neutralidade de carbono. Essa descoberta estabelece um novo parâmetro para pecuaristas que buscam reduzir sua pegada ambiental e contribuir para um agronegócio mais sustentável.
Sistemas intensivos e extensivos: diferentes necessidades
A pesquisa comparou sistemas intensivos e extensivos, mostrando que em sistemas extensivos (de baixo nível tecnológico), a quantidade de árvores necessárias cai para 33 por vaca. Foram analisadas as duas raças mais comuns na pecuária leiteira brasileira. O plantio de árvores se configura como uma estratégia fundamental para compensar as emissões de gases de efeito estufa, impulsionando a descarbonização do setor.
Efeito poupa-terra e vantagens competitivas para o Brasil
O estudo também destacou o ‘efeito poupa-terra’, demonstrando a otimização do uso da terra na pecuária brasileira, realizada majoritariamente em pastagens. Essa característica confere ao país uma vantagem competitiva em relação a outros, no contexto da redução de emissões e da pegada ambiental. A pesquisa, realizada em uma fazenda de São Carlos durante dois anos, contou com o apoio financeiro de diversas instituições, incluindo a Embrapa, o CNPq, a FAPESP e a Capes.
Leia também
O estudo da Embrapa traz uma contribuição significativa para a pecuária brasileira, fornecendo dados concretos para a adoção de práticas sustentáveis e a busca por um futuro mais verde para o setor. A pesquisa demonstra que a neutralidade de carbono é possível e aponta o caminho para a adoção de práticas mais responsáveis ambientalmente.