Cardiologista Paulo Sadala dá detalhes sobre o estudo do vermífugo e reforça que o caminho é a vacinação
Um estudo recente desmentiu a eficácia da ivermectina no combate à Covid-19. Pesquisadores, após revisão sistemática de artigos publicados, concluíram que o medicamento não altera o curso da doença.
Metodologia do Estudo
O estudo, duplo-cego e controlado por placebo, assegurou a imparcialidade dos resultados. Nem os pesquisadores nem os pacientes sabiam quem recebia o medicamento e quem recebia o placebo (água com açúcar). Essa metodologia, crucial para a confiabilidade dos dados, elimina o viés e garante maior precisão na avaliação da ivermectina.
Resultados e Riscos
As análises revelaram que a ivermectina não diminuiu o número de hospitalizações. Ainda mais preocupante, pacientes que usaram o medicamento necessitaram de ventilação mecânica invasiva mais precocemente do que o grupo placebo. O estudo envolveu 501 pacientes, com 251 recebendo ivermectina e 250 o placebo. O uso indiscriminado da ivermectina apresenta riscos significativos, reforçando a necessidade de seguir as recomendações médicas e científicas.
Leia também
Tratamento e Prevenção da Covid-19
Atualmente, não há medicamentos comprovadamente eficazes contra a Covid-19 na fase inicial da doença. A ênfase deve ser na prevenção por meio da vacinação. Embora a vacina não garanta imunidade total, estudos demonstram sua eficácia na redução de sintomas graves e mortalidade. Medicamentos eficazes existem, mas atuam na fase inflamatória da doença, quando o paciente já apresenta sintomas mais graves e necessita de internação. A vacinação continua sendo a principal ferramenta de combate à Covid-19, reduzindo a gravidade dos casos e a sobrecarga nos sistemas de saúde.



