Mudança na atividade da melatonina afeta o coração, metabolismo e o sistema nervoso; pesquisador Vitor Valenti analisa
Um estudo da Universidade da Pensilvânia revelou a associação entre trabalho noturno e problemas de saúde. A pesquisa, de caráter retrospectivo, analisou 90 indivíduos que trabalham à noite e constatou um maior risco de síndrome metabólica.
Síndrome Metabólica e a Melatonina
A síndrome metabólica é um conjunto de condições, incluindo hipertensão, diabetes, obesidade e dislipidemia (gordura no sangue). O estudo indica que a melatonina, hormônio crucial para o sono e o metabolismo, pode ser um fator chave. O trabalho noturno desregula a produção de melatonina, comprometendo o metabolismo e aumentando o risco da síndrome metabólica. Homens foram mais afetados na pesquisa.
Recomendações e Fatores de Risco
A pesquisa não visa desencorajar o trabalho noturno, mas sim conscientizar sobre a importância do monitoramento da saúde. Recomenda-se check-ups regulares, com frequência variando de acordo com a idade e histórico de saúde. Pessoas acima de 40 anos, ou com histórico de hipertensão ou diabetes, devem realizar exames com maior frequência. Trabalhar em turnos como 12 horas por 36 também aumenta o risco, devido à dificuldade de regular o sono.
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Embora acordar muito cedo possa causar alguns desconfortos, o impacto é menor do que o de trabalhar a noite toda ou dormir pouco. A duração do sono ideal varia de pessoa para pessoa, influenciada por fatores genéticos e ambientais. Manter hábitos de sono saudáveis e realizar check-ups regulares são cruciais para a saúde, principalmente para aqueles que trabalham em horários noturnos.



