Testes estão sendo feitos para aferir a segurança dos motores com a possível mudança no composto
O Instituto Mauá, credenciado pelo Governo Federal, está finalizando testes para elevar o percentual de etanol anidro na gasolina de 27% para 30%. As perspectivas, segundo Renato Romio, chefe da divisão de veículos automotores do Instituto, são positivas.
Aumento de 3 pontos percentuais não afetará a durabilidade dos veículos
Romio explica que o aumento de apenas 3 pontos percentuais (de 27% para 30%) não deve afetar significativamente a durabilidade dos veículos. Ele destaca que os carros já são fabricados para suportar misturas de etanol na gasolina há muito tempo, minimizando o impacto dessa pequena alteração. Os resultados definitivos dos testes estão previstos para o final de fevereiro e início de março.
E30: Preço mais baixo e transição energética
Aprovado pelo Ministério de Minas e Energia em dezembro, o estudo visa avaliar a viabilidade da gasolina E30 (30% de etanol anidro). Além de baratear o combustível, a medida contribui para a transição energética, reduzindo a emissão de gases do efeito estufa. O etanol anidro, apesar de um pouco mais caro que o etanol hidratado (vendido nos postos), é mais barato que a gasolina, justificando a redução no preço final do combustível. Entretanto, aspectos comerciais, como a definição de preços pelas distribuidoras e postos de abastecimento, também influenciam no preço final ao consumidor.
Após a análise dos resultados dos testes, que incluem ensaios de pista, testes de partida e medições de emissão, o Conselho de Política Energética decidirá pela implementação ou não da gasolina E30. Se aprovado, o novo combustível pode chegar ao mercado em abril. A mudança não deve impactar o funcionamento dos automóveis, mesmo os abastecidos exclusivamente com gasolina.



