Pesquisa feita por cientistas da Unicamp apontou que sedentarismo também influenciou a alta; ouça no ‘CBN Saúde e Bem-Estar’
Um estudo da Unicamp revelou um dado alarmante: o sedentarismo e a precariedade do sistema de saúde podem estar relacionados ao aumento de até 73% nas fraturas por osteoporose no Brasil. Para entender melhor esse cenário e a importância da prevenção, conversamos com o ortopedista Marcos Costa.
Cenário da Osteoporose no Brasil
Segundo o Dr. Costa, estima-se que entre 10 e 15 milhões de brasileiros tenham osteoporose, e 20% deles desconhecem a condição. Trata-se de uma epidemia silenciosa, pouco discutida na mídia e com poucos programas de incentivo à prevenção. A doença, degenerativa e que atinge mais mulheres (seis para cada homem), muitas vezes só é diagnosticada após uma fratura, mesmo que causada por um tombo de baixa energia.
Prevenção e Tratamento
A prevenção é crucial, devendo começar na idade adulta. O Dr. Costa destaca a importância de um estilo de vida saudável, com atividade física (principalmente exercícios de força), alimentação rica em cálcio e vitamina D, e a redução do consumo de café, álcool e tabaco. A densitometria óssea, pelo menos a cada 12 ou 18 meses após a menopausa, é recomendada para mulheres. Quanto ao tratamento, a ortopedia regenerativa surge como uma nova abordagem, focando na regeneração do tecido ósseo, estimulando a formação de novos ossos pelos osteoblastos.
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A Importância da Prevenção
O alerta do Dr. Costa é claro: a osteoporose não é uma doença benigna. Estima-se 200 mil mortes anuais no Brasil em decorrência da doença, principalmente após fraturas de fêmur. A conscientização e a prevenção são fundamentais, especialmente para mulheres no climatério e na menopausa, período em que a incidência aumenta significativamente. A realização de exames periódicos de densitometria óssea é crucial para a detecção precoce e o tratamento adequado.



