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Estudo revela alta vulnerabilidade social de idosos em São Carlos

Pesquisa feita com 300 pessoas de 65 anos ou mais ajudará Prefeitura a fazer um acompanhamento mais próximo
Vulnerabilidade social idosos
Pesquisa feita com 300 pessoas de 65 anos ou mais ajudará Prefeitura a fazer um acompanhamento mais próximo

Pesquisa feita com 300 pessoas de 65 anos ou mais ajudará Prefeitura a fazer um acompanhamento mais próximo

O envelhecimento da população mundial é uma realidade que avança a passos largos. Projeções indicam que, em 2050, 17% da população global terá mais de 65 anos, um aumento significativo em comparação aos atuais 8,5%. No entanto, este aumento populacional idoso não se traduz em uma melhoria na qualidade de vida dessa parcela da sociedade.

Qualidade de vida na terceira idade: um retrato preocupante

Um estudo realizado pelo Departamento de Gerontologia da Ufscar, com mais de 300 idosos, pintou um quadro preocupante sobre a saúde e bem-estar dos idosos brasileiros. A pesquisa avaliou aspectos como memória, presença de depressão e dores, buscando traçar um panorama geral da saúde da população idosa. Os resultados revelaram que apenas 10% dos participantes foram considerados não frágeis, enquanto 30% se encontram em situação de fragilidade e 60% em estado de pré-fragilidade. Dados alarmantes apontam que 32% apresentaram problemas de cognição e 30% sintomas depressivos. Ainda mais preocupante é o fato de que 70% não praticam nenhuma atividade física.

Fatores determinantes e intervenções necessárias

De acordo com Isabela Machado, estudante de Ciências da Saúde e participante do projeto, diversos fatores contribuem para esses índices preocupantes. Entre eles, destacam-se o déficit de humor, a inatividade física, déficits cognitivos (influenciados pela escolaridade), e a falta de apoio familiar e social. A pesquisadora ressalta a importância de um atendimento personalizado, adaptado às necessidades individuais de cada idoso. A atuação de agentes comunitários, por exemplo, permite um acompanhamento mais próximo, possibilitando intervenções rápidas e eficazes, não apenas em questões biológicas, mas também sociais.

Olhar para o futuro: tecnologia e acompanhamento

Após dois anos de coleta e análise de dados, os pesquisadores se preparam para a segunda fase do estudo, que incluirá uma reavaliação dos idosos participantes. O objetivo final é o desenvolvimento de um aplicativo que auxiliará os agentes de saúde no diagnóstico e no acompanhamento dos idosos, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida dessa população e para um envelhecimento mais saudável e digno.

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